Ministros israelenses pedem o assassinato do líder do Hezbollah

Ministro de Assuntos Religiosos, Yitzhak Cohen, chamou o xeque Hassan Nasrallah de 'homem cruel e louco'

Efe,

20 de janeiro de 2008 | 17h20

Vários ministros do Governo israelense pediram neste domingo, 20, o assassinato do secretário-geral do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, um dia depois de ele ter anunciado que o grupo possui restos mortais de soldados israelenses em seu poder.   Veja também: Israel não negociará soldados mortos com Hezbollah   "Hassan Nasrallah deveria ser assassinado o quanto antes", afirmou neste domingo o ministro de Assuntos Religiosos, Yitzhak Cohen, do partido religioso sefardita Shas, em resposta ao anúncio de que o Hezbollah tem "cabeças e partes do corpo" de soldados israelenses.   Cohen, que chamou o líder do Hezbollah de "homem cruel e louco", declarou que suas afirmações "lembram as declarações feitas por Hitler e pessoas afins".   "Não entendo porque ele continua vivo, deveríamos tê-lo liquidado há muito tempo. Recomendarei ao gabinete que assassinemos esse homem", acrescentou o ministro.   Por sua vez, o ministro do Interior, Meir Sheetrit, do partido governista Kadima, afirmou que "Nasrallah é uma pessoa que cruzou todas as linhas desumanas": "Não devemos negociar com ele, mas, sim, destruí-lo".   Já o ministro da Habitação e Construção, Ze'ev Boim, chamou o líder do Hezbollah de "rato de esgoto" e deixou bem claro: "Devemos nos assegurar de que (Nasrallah) não veja a luz do dia".   Fontes governamentais e militares entrevistadas pela imprensa local disseram que Israel não tem intenções de negociar com a milícia libanesa para obter os restos mortais de seus soldados.   Por outro lado, o Governo israelense diz que centrará seus esforços para conseguir libertar os soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev, capturados em julho de 2006.   No sábado, 19, durante uma grande concentração por ocasião da festividade de Ashura em Beirute, Nasrallah disse que o Hezbollah tem "cabeças, pernas e um corpo incompleto de soldados israelenses" em seu poder. Além disso, acusou o Exército israelense de "mentir" para as famílias dos militares.

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