Mísseis do Líbano contra Israel ameaçam 2º front da guerra

Não se sabe se ataques foram realizados por grupos palestinos ou pelo Hezbollah; pelo menos dois foram feridos

Agências internacionais,

08 de janeiro de 2009 | 07h25

O norte de Israel foi atingido por vários foguetes disparados do Líbano pela primeira vez desde o inicio da operação militar na Faixa de Gaza há 13 dias. A polícia israelense disse que os foguetes caíram perto da cidade de Nahariya, a pouco quilômetros da fronteira com o Líbano. Pelo menos dois israelenses foram feridos. Ainda não se sabe se o grupo islâmico libanês Hezbollah foi responsável pelo lançamento dos foguetes contra Israel, ou se o ataque foi realizado por grupos palestinos no Líbano.   Veja também: Israel e Hamas retomam ataques e CS termina sem acordo Israel ordena retirada de civis e bombardeia o sul de Gaza Gabinete israelense aprova ampliação de ofensiva em Gaza Ataques mataram 205 crianças, dizem palestinos  França provoca confusão ao anunciar cessar-fogo  Trégua por 3h é piada, diz ex-relator da ONU brasileiro  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Brasileiros que vivem na região falam sobre o conflito Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        O ataque foi logo respondido pelo Exército israelense, que disparou contra o norte do Líbano. Uma fonte militar disse que Israel disparou cinco bombas, sem especificar o tipo de munição utilizada. "Abrimos fogo diretamente contra a fonte do disparo de foguete do Líbano", afirmou uma porta-voz do Exército. Em Israel, três foguetes caíram próximo à cidade de Nahariya, onde os moradores foram convocados a abandonar suas casas. O ataque ocorreu um dia depois de o chefe do Hezbollah, o xeque Hassan Nasrallah, alertar que o grupo xiita libanês está "preparado para todas as possibilidades de agressão" diante da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Mais tarde, uma novo ataque foi registrado.   O último ataque de foguetes no norte de Israel a partir do Líbano havia ocorrido em 17 de junho de 2007, quando a munição atingiu a cidade de Kiryat Shmona, sem deixar feridos. Na época, o Hezbollah negou responsabilidade e Israel também afirmou que o grupo não estava envolvido no ataque, atribuído a uma organização palestina não identificada. Após o ataque desta quinta-feira, um porta-voz do Hezbollah disse que não tinha "confirmação imediata" sobre o assunto. A força de paz da ONU no sul do Líbano, Unifil, afirmou que está investigando o incidente. Moradores do vilarejo libanês Tayer Harfa, próximo à fronteira com Israel, disseram ter ouvido fortes explosões pela manhã.   Israel e a milícia do Hezbollah travaram uma guerra de 34 dias em 2006, após o sequestro de dois soldados israelenses pelo grupo. Durante o conflito, o Hezbollah lançou mais de 4 mil foguetes contra o norte de Israel. A guerra matou mais de 1.200 libaneses, a maioria civis, e mais de 160 israelenses, principalmente militares.   O governo libanês afirmou que está tentando determinar que grupo foi responsável pelos disparos e que está em consulta com as forças de paz da ONU no sul do país, para descobrir os responsáveis pelo ataque. "O que aconteceu hoje é uma violação da resolução 1701", afirmou um oficial libanês, referindo-se à resolução da ONU que encerrou a guerra em 2006. "O governo do Líbano ainda está comprometido com esta resolução e é contra qualquer violação", afirmou o oficial, falando sob anonimato.   Israel lançou 60 ataques aéreos contra a Faixa de Gaza na noite desta quarta-feira, depois da primeira de uma série de tréguas diárias de três horas de duração para que ajuda humanitária possa entrar na região. Segundo o Exército israelense, os alvos dos ataques foram dez túneis usados pelo Hamas para contrabandear armas, bases policiais, aparatos de lançamento de foguetes e "alguns homens armados". Fontes palestinas afirmam que os ataques também destruíram uma mesquita na Cidade de Gaza, mas a informação não pôde ser confirmada. O Exército ainda informou que unidades navais e de artilharia "continuaram dando apoio às forças de terra" e que um soldado israelense teria ficado levemente ferido nos confrontos.

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