Monitores árabes cometeram erros na Síria, diz premiê do Catar

Os monitores da Liga Árabe cometeram "erros" na Síria durante uma missão para investigar a repressão dos protestos contra o governo, disse o primeiro-ministro do Catar, segundo a agência estatal de notícias do Kuweit, a Kuna.

REUTERS

05 de janeiro de 2012 | 08h31

As manifestações contra o governo do presidente Bashar al-Assad já duram dez meses.

"Essa é a primeira experiência para nós... e eu disse que devemos avaliar os tipos de erros que (a missão) cometeu e sem uma sombra de dúvida eu vejo esses erros, apesar de termos ido (à Síria) para observar, e não para impedir a violência", disse o xeque Hamad bin Jassim al-Thani, depois de uma reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, em Nova York.

O xeque Hamad, que comanda a missão da Liga Árabe na Síria, não deu maiores detalhes sobre os "erros", e afirmou que estava buscando a "ajuda técnica" da ONU.

Autoridades do Catar não estavam imediatamente disponíveis para comentar sobre as informações divulgadas pela Kuna.

A equipe de observadores chegou à Síria na semana passada para verificar se o governo estava implementando um plano da Liga Árabe para reduzir sua presença militar nas cidades e libertar milhares de prisioneiros detidos desde o início do levante contra Assad, em março.

A missão observadora tem causado controvérsias. Grupos de defesa dos direitos humanos registram mais mortes nos confrontos e dezenas de milhares de manifestantes saem às ruas para mostrar aos observadores sua indignação com a situação.

(Reportagem de Isabel Coles)

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