Monitores de paz árabes chegam à Síria na quinta-feira

Os primeiros monitores de paz árabes chegarão à Síria nesta semana, disse o chefe da Liga Árabe nesta terça-feira, depois que mais de 100 pessoas foram assassinadas em um dos dias mais sangrentos da revolta contra o presidente Bashar al-Assad.

ERIKA SOLOMON, REUTERS

20 de dezembro de 2011 | 16h10

Forças de segurança metralharam soldados que desertavam de sua base do Exército na província de Idlib, no noroeste do país, na segunda-feira, matando mais de 60 pessoas, de acordo com o Observatório Sírio para Direitos Humanos. O grupo disse que 40 civis foram mortos a tiros em outros locais.

A agência estatal de notícias Sana afirmou que as forças de segurança mataram cinco "terroristas" na província de Deraa, na noite de segunda-feira. Também disse que Assad decretou a pena de morte para quem fosse pego distribuindo armas "com o objetivo de cometer atos terroristas".

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse à Reuters, no Cairo, que uma equipe avançada irá para a Síria na quinta-feira. O restante dos cerca de 150 monitores deverão chegar até o fim de dezembro.

"É uma missão completamente nova... e depende da implementação em boa fé", afirmou ele.

A Síria hesitou durante semanas antes de assinar um protocolo na segunda-feira no qual aceita a entrada de monitores que verificarão a aplicação de um plano árabe para pôr fim à violência, retirar os soldados das ruas, libertar os prisioneiros e iniciar um diálogo com a oposição.

"Dentro de uma semana, a partir do início da operação, saberemos (se a Síria está cumprindo o plano)", disse Elaraby.

Ativistas sírios pró-democracia estão céticos com relação ao comprometimento de Assad com o plano, que, se implementado, pode fortalecer os manifestantes que exigem o fim de seu governo de 11 anos.

Nos últimos meses, os protestos pacíficos deram espaço para confrontos armados, com frequência liderados por desertores do Exército. Alguns líderes da oposição pediram por uma intervenção militar estrangeira para proteger os civis das forças de Assad.

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