Morre o primeiro palestino durante trégua entre Israel e Hamas

Jovem desarmado é morto a tiros por policiais enquanto se aproximada da fronteira israelense com Gaza

Efe e Associated Press,

10 de julho de 2008 | 08h05

O Exército israelense anunciou nesta quinta-feira, 10, que suas forças mataram um jovem palestino nas imediações da fronteira com o Estado judeu, a primeira vítima desde que entrou em vigor a trégua com o Hamas, alcançada no dia 19 de junho.   Os militares israelenses disseram que soldados mataram o jovem de cerca de 18 anos quando ele tentou atravessar a fronteira no sul da Faixa de Gaza e não respondeu às ordens para recuar. Um porta-voz do Exército israelense confirmou que o palestino não estava armado.    O Hamas qualificou a ação israelense em Gaza como uma violação da trégua. "As facções palestinas demonstram um grande comprometimento com o êxito do entendimento, mas os ocupantes também devem se ater a suas obrigações", declarou Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligadas à facção laica Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, informou que o rebelde militava em suas fileiras e jurou vingança.   Em uma trégua negociada com a mediação do Egito, militantes palestinos deveriam interromper os ataques com foguetes e morteiros contra o sul de Israel. Em troca, o governo israelense iniciaria a abertura gradual das passagens comerciais e encerraria o bloqueio contra o território palestino. A trégua foi violada pelas duas partes em diversas ocasiões, mas nenhuma morte tinha sido registrada até o momento.   Desabamento de túnel   Dois palestinos morreram nesta quinta na Faixa de Gaza e outros três estão desaparecidos devido ao desabamento de um túnel que cruza a fronteira entre o território palestino e o Egito, sob a cidade de Rafah.   Fontes médicas disseram que retiraram de dentro do túnel os cadáveres de dois homens de cerca de 20 anos, na altura da fronteira, e que há outros dois feridos e três desaparecidos. Neste ano, 18 palestinos morreram em acidentes deste tipo.   Os túneis são usados como alternativa ao bloqueio israelense à Faixa de Gaza, mas, em anos anteriores, serviram mais para o contrabando de armas das milícias e de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.   Fontes palestinas consideram que sob a cidade de Rafah existem neste momento "centenas" de túneis, muitos deles controlados pelo movimento islâmico Hamas, e há alguns meses foi informado que recebia até 10% de "alfândega" pela entrada de produtos. Esse dinheiro financiaria parte das atividades desse movimento, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007.   Matéria atualizada às 11h55.

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