Morte de clérigo iraniano deixa vazio em órgão-chave do poder

O diretor do principal órgão clerical do Irã morreu após permanecer em coma por meses, deixando um vazio na única instituição iraniana que possui a autoridade para eleger e retirar o líder supremo do país.

PARISA HAFEZI, REUTERS

21 de outubro de 2014 | 09h58

A morte do aiatolá Mohammad Reza Mahdavi Kani, de 83 anos, noticiada pela mídia iraniana, não deve provocar nenhuma mudança imediata de políticas ou alguma disputa de poder, disseram autoridades e analistas.

Mas com a saúde do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, também posta em dúvida após ele ser submetido a uma cirurgia na próstata no mês passado, qualquer mudança no órgão que vai escolher seu sucessor torna-se um ponto sensível, observado de perto.

De acordo com a Constituição iraniana, em caso de morte, renúncia ou dispensa do líder, a Assembleia de Especialistas deve tomar medidas "dentro do tempo mais curto possível para a nomeação do novo líder".

Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a assembleia nunca exerceu seu direito de retirar o líder, mas se tornou uma arena de competição em potencial entre facções rivais na complexa estrutura de poder iraniana.

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