Mortes de civis no Iraque aumentaram um terço em julho

Número de mortes continua aumentando apesar de otimismo do governo dos EUA.

BBC Brasil, BBC

01 de agosto de 2007 | 10h39

Autoridades iraquianas divulgaram que 1,6 mil civis foram mortos em julho no país, o que representa um aumento de um terço em relação ao mês anterior. O número também é maior do que foi registrado em fevereiro, quando os Estados Unidos aumentaram a quantidade de tropas no Iraque numa tentativa de reforçar a segurança. As informações foram divulgadas no dia em que dois novos atentados a bomba mataram pelo menos 67 pessoas e feriram outras 100 em Bagdá. No primeiro deles, um caminhão-tanque cheio de combustível explodiu perto de um posto de gasolina no subúrbio sunita de Mansour, matando 50 pessoas. Mais cedo, 17 pessoas foram mortas e 32 ficaram feridas numa explosão dentro de um shopping no distrito xiita de Karrada, que vem sendo alvo de atentado a bomba nos últimos dez dias. Os ataques ocorreram horas depois de o vice-presidente americano, Dick Cheney, ter declarado, em uma entrevista à rede de TV CNN, que a campanha militar dos Estados Unidos no Iraque está dando resultados. ''''O plano está dando resultados, segundo relatos de pessoas cujos pontos de vista eu respeito'''', disse Cheney durante a entrevista. Ainda nesta quarta-feira, autoridades divulgaram que o número de baixas americanas no mês de julho é o menor desde o início do ano. A diminuição da mortes teria relação, afirmam as autoridades americanas, com nova tática posta em prática pelo comandante militar americano no Iraque, David Petraeus. A nova estratégia seria sair da posição defensiva e partir para o ataque, pegando o inimigo desprevenido. Três soldados americanos morreram durante os ataques ocorridos nesta quarta-feira. David Petraeus e o embaixador Ryan Crocker, estão formulando um relatório sobre os frutos da estratégia militar dos Estados Unidos no Iraque. O documento deverá ser divulgado em setembro.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
ataquesbombabagdámortosCheneyIraque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.