Mulher-bomba mata 16 e fere 20 no Iraque

Mulheres e crianças estão entre os feridos; ataques promovidos por mulheres são raros no país

Agências internacionais, REUTERS

07 de dezembro de 2007 | 07h44

Um atentado provocado por uma suicida vestindo um colete carregado de explosivos provocou a morte de 16 pessoas nesta sexta-feira, 7, na cidade iraquiana de Muqdadiya, a cerca de 90 quilômetros de Bagdá. Segundo a BBC, ao menos outras 20 pessoas ficaram feridas pela explosão, ocorrida na conturbada província de Diyala.   Segundo testemunhas, o ataque tinha como objetivo um grupo civil formado por clãs aliados das forças militares americanas e do governo iraquiano na luta contra a presença da rede Al-Qaeda na região. Mulheres e crianças estavam entre os feridos, disse a polícia.   Um funcionário dos serviços de segurança iraquianos disse à agência de notícias France Presse que dez dos mortos pertenciam ao grupo. Em abril, outro ataque suicida na mesma cidade deixou mais de uma dezena de mortos após uma mulher-bomba se explodir em meio a uma multidão que fazia fila num centro de recrutamento para a polícia.   Ataques suicidas realizados por mulheres são raros no Iraque. Um ataque feito por uma mulher-bomba feriu sete soldados dos Estados Unidos e cinco civis do Iraque em 27 de novembro em Baquba, capital de Diyala.   Queda na violência   Nos últimos meses tem havido uma queda acentuada e sustentada nos episódios de violência em todo o Iraque.   Muitos creditam essa queda ao aumento do efetivo militar americano em Bagdá e no entorno da capital a partir de fevereiro. Um adicional de 30 mil  soldados dos Estados Unidos e o crescimento das patrulhas de segurança locais, organizadas principalmente por líderes tribais sunitas, têm ajudado a reduzir a violência no Iraque para o nível mais baixo em quase dois anos.   Mas altos comandantes americanos no Iraque advertiram que essa aparente "calma" obtida pode ser frágil.

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