Mulher-bomba mata líder miliciano sunita pró-EUA no Iraque

Suicida detona explosivos dentro da residência do xeque; mais três pessoas morreram no ataque

Agência Estado e Associated Press,

10 de março de 2008 | 09h38

Uma mulher-bomba matou nesta segunda-feira, 10, o xeque Thaeir Ghadhban al-Karkhi, líder de uma milícia sunita que voltou-se contra a Al-Qaeda no Iraque depois de aliar-se aos Estados Unidos. Além de Kharki, uma sobrinha de cinco anos, um primo de 24 e um guarda-costas foram mortos no ataque suicida perpetrado na província de Diyala, a nordeste de Bagdá. Duraid Mahmoud, irmão do xeque, disse à Associated Press que testemunhou o ataque, ocorrido dentro da casa de Kharki. Mahmoud relatou que a mulher-bomba foi até a casa do xeque na noite de domingo, para pedir ajuda porque seu marido teria sido seqüestrado. Mahmoud disse tê-la recebido e informado a ela que seu irmão a receberia nesta segunda. A mulher então retornou e detonou o cinturão explosivo que levava atado ao corpo ao aproximar-se do líder. Kharki morava em Kanaan, uma cidade predominantemente sunita situada 20 quilômetros ao leste de Baquba. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque até o momento. A Al-Qaeda no Iraque tem atacado líderes sunitas que deixaram de apoiá-la e passaram a lutar ao lado dos EUA contra os rebeldes. O comando militar americano informou que estava investigando o incidente ocorrido, mas não dispunha de detalhes.

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