Multidão homenageia líder anti-Síria assassinado

Centenas de pessoas participam do cortejo do funeral de Antoine Ghanem, morto em atentado na quarta-feira

Associated Press e Agência Estado,

21 de setembro de 2007 | 08h00

Familiares, companheiros e apoiadores realizaram uma grande marcha nesta sexta-feira, 21, durante o funeral do parlamentar direitista morto em um atentado na quarta-feira. Antoine Ghanem pode ser a mais recente vítima da campanha de uma facção anti-Síria para tentar minar as eleições presidenciais no país.   Em luto, centenas de pessoas carregavam bandeiras e as mulheres cantavam enquanto caminhavam pelas ruas de Beirute. O caixão de Ghanem, envolto com as bandeiras do Líbano e do Partido Falangista, assim como o de seu motorista e seus guarda-costas, foram carregados pela multidão durante o cortejo.   Escolas e universidades em todo o país, assim como o comércio em áreas cristãs, estiveram fechados pelo segundo dia durante o luto evocado pelo governo. Membros do partido cristão de Ghanem, a Falange, convocaram uma greve de dois dias.   O atentado com o carro-bomba de quarta feira matou Ghanem, de 64 anos, e mais seis pessoas em um bairro cristão de Beirute. Ele foi o sétimo líder anti-Síria assassinado no país desde 2005.   O crime voltou a atenção da comunidade internacional para o Líbano. Os Estados Unidos condenaram o ataque e o Conselho de Segurança da ONU pediu o fim imediato dos crimes contra líderes libaneses.   A morte de Ghanem também ameaça sabotar os esforços de unir partidos rivais na escolha de um presidente antes do início das eleições no país. A escolha está prevista para começar na terça-feira e deve durar cerca de dois meses.   Acusações contra a Síria   Não há provas contra a Síria. Esse foi o argumento usado na quinta-feira pelo regime de Damasco para defender-se das acusações de que estaria por trás de mais um atentado terrorista em Beirute.   Basta ver que a vítima, como as outras, era crítica da interferência síria na política libanesa, rebatem membros da coalizão governista 14 de Março, da qual fazia parte o deputado Antoine Ghanem, morto na quarta-feira na explosão de um carro-bomba.   No meio da briga, está a incerteza sobre o que pode acontecer na terça-feira, quando deputados libaneses se reunirão para começar a decidir quem será o próximo presidente do Líbano, por meio de eleições parlamentares.   O mandato do atual chefe de Estado, Emile Lahoud, pró-Síria, termina no fim de novembro. As negociações entre o governo e a oposição para um acordo foram suspensas. O primeiro-ministro libanês, o sunita Fuad Siniora, afirmou que seus aliados comparecerão à votação.   Com um tom conciliador, o presidente do Parlamento e um dos líderes da oposição, o xiita Nabi Berri, garantiu que o processo será levado adiante.

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