Na Líbia, rebeldes pedem armas e equipamentos a aliados estrangeiros

Porta-voz afirma que segurança em pólos petrolíferos foi reforçada após ataques de Kadafi

Reuters

12 de abril de 2011 | 15h22

BENGHAZI - Rebeldes líbios enviaram um pedido por armas aos países que reconheceram seu conselho nacional como o único representante da Líbia, informou um porta-voz nesta terça-feira, 12. "Enviamos uma lista de equipamentos técnicos e militares que precisamos", afirmou Abdel Hafiz Ghoga, porta-voz do conselho, aos repórteres em Benghazi, cidade controlada pelos rebeldes.

 

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Questionado sobre quais países receberam o pedido por armas, Ghoga disse que a resposta era "óbvia". "Pedimos aos países que já reconheceram o conselho nacional transicional como o único representante para a Líbia", disse.

 

 

França, Catar e Itália reconheceram que os rebeldes controlam o leste do país, onde uma campanha militar contra as forças do líder Muamar Kadafi chegou num impasse, apesar dos ataques aéreos realizados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os franceses lideram os pedidos por uma intervenção militar na Líbia, depois que manifestações populares no leste se transformaram numa guerra.

Ghoga disse que os rebeldes elevaram a segurança nos campos de petróleo depois que ataques de forças leais a Kadafi forçaram a paralisação da produção. Ele não deu detalhes, mas disse que as forças do ditador ainda ocupam partes do porto petrolífero de Brega, um dos mais importantes do país.

 

A rebelião contra Kadafi já dura quase dois meses. O ditador, que está há 41 anos no poder, recusa-se a dialogar com a oposição, que quer derrubá-lo inspirada nas revoltas populares da Tunísia e do Egito. O coronel também está sob pressão internacional - EUA, ONU, França, Reino Unido e diversos outros governos e entidades já pediram que ele deixe o poder e encerre a violência contra os civis líbios.

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