Na ONU, Irã diz que EUA lhes atribui fracasso do Iraque

O embaixador iraniano na ONU,Mehdi Danesh Yazdi, acusou na quarta-feira os Estados Unidos detentarem culpar Teerã por seus fracassos no Iraque e negou quea República Islâmica esteja tentando desestabilizar o paísvizinho. Em reunião do Conselho de Segurança sobre o Iraque, oembaixador-adjunto dos EUA na ONU, Alejandro Wolff, reiterou aacusação norte-americana de que o Irã estaria apoiandoinsurgentes que combatem as forças norte-americanas dentro doIraque, na esperança de desestabilizar o país. "Durante as recentes operações em Basra, Sadr City eMaysan, tropas iraquianas descobriram evidências convincentesde que a letal ajuda iraniana continua entrando no Iraque",disse ele, acusando especificamente a Força Qods da GuardaRepublica Islâmica do Irã. Em resposta, Yazdi divulgou nota dizendo que "o governo dosEUA insiste sem base na realidade no seu comportamentoinaceitável de usar os outros como bodes expiatórios, inclusiveo Irã, para suas próprias políticas equivocadas no Iraque, afim de distrair as atenções da fonte dos fracassos dos EUAnaquele país." Tal fonte dos fracassos, segundo ele, seria a permanênciados EUA e das demais tropas estrangeiras no Iraque. Irã e Iraque travaram uma sangrenta guerra entre 1980-88,mas as relações melhoraram muito desde que as forças dos EUAderrubaram o regime sunita de Saddam Hussein. Agora, os doispaíses têm xiitas no poder. Em junho, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei,recebeu o primeiro-ministro do Iraque, Nuri Al Maliki, e dissea ele que a presença das forças dos EUA no Iraque é o maiorobstáculo ao seu desenvolvimento como um país unificado. Durante a reunião no Conselho de Segurança, Lynn Pascoe, doDepartamento de Estado dos EUA, argumentou que a violênciadiminuiu na maior parte do Iraque nos últimos meses, e que asforças locais estão cada vez mais aptas a controlar o país,embora o número de mortes civis continue inaceitavelmenteelevado. Em Bagdá, o Parlamento adiou na quarta-feira em pelo menosum mês a votação sobre a nova lei eleitoral, que vai permitir arealização de eleições provinciais. Há um impasse sobre asregras que devem vigorar em Kirkuk, cidade rica em petróleo,com população mista (curda e árabe). O Conselho de Segurança deve prorrogar na sexta-feira omandato da missão da ONU no Iraque, com a perspectiva deampliar a presença da entidade no país. (Reportagem adicional de Louis Charbonneau) REUTERS FE

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