'Não há nada a negociar', diz governo iraquiano após ameaça

Declaração foi feita após ameaça de 'guerra aberta' feita no sábado pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr

Efe,

20 de abril de 2008 | 15h24

O Governo iraquiano disse neste domingo, 20, que "não há nada a negociar" com o clérigo xiita Moqtada al-Sadr, depois que este ameaçou no sábado, 19, iniciar uma guerra aberta se as tropas iraquianas e americanas não pararem a ofensiva contra seus seguidores. Veja também:Clérigo Al-Sadr ameaça governo iraquiano com 'guerra aberta' "O Governo tem como objetivo os criminosos, e não uma facção particular", disse o porta-voz governamental, Ali al-Dabbagh, em declarações à agência iraquiana "Aswat al-Iraq", na primeira reação oficial ao comunicado divulgado no sábado por Sadr. Sadr divulgou no final da noite de sábado um comunicado no qual ameaçava realizar uma "guerra aberta" contra as forças iraquianas e americanas, o que significaria a ruptura oficial da trégua que declarou em agosto do ano passado para as atividades de sua milícia, formada por cerca de 50.000 pessoas. As forças de segurança iraquianas começaram em 25 de março uma operação na cidade de Basra contra o que denominou de "criminosos". Já para os seguidores de Sadr, eles são os membros da milícia do Exército Mehdi, leal ao clérigo xiita. "Não temos negociações nem contatos diretos com o movimento de Sadr, porque não há nada a negociar com eles, mas também não temos problemas com as facções políticas", disse Dabbagh. O porta-voz reiterou a chamada de que o Exército Mehdi entregue as armas, porque "o Estado não pode suportar a existência de dois Exércitos". 

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