Natal não interrompe patrulhas dos EUA no Iraque

Véspera de Natal, fim de tarde, e ossoldados norte-americanos do 4 Pelotão do 2 Regimento deCavalaria embarcam nos seus blindados para patrulhar as ruas dacapital iraquiana. Este é o quinto Natal das tropas norte-americanas noIraque, e os comandantes dizem que a melhor maneira de manter amoral alta é não parar a atividade. Há ceias, presentes de Natal, serviços religiosos edecorações no campo militar, mas sem pausas nas patrulhas. "O meu objetivo é ir adiante com a missão", diz Ray Ramsey,que já dedicou 23 anos ao Exército e passa o seu terceiro Natalno Iraque. Ele comanda cerca de cem homens, como primeirosargento de um grupo de patrulha. "Queremos todos um feliz Natal, mas se você exagerar vocêprovavelmente vai dar aos soldados uma oportunidade para pensarmuito sobre o lugar em que eles não estão agora e sobre o queeles não podem ter agora", declara o sargento. O Iraque ficou bem menos violento nos últimos meses, e ohumor das tropas é visivelmente mais leve do que em Nataispassados. Até agora, em dezembro, 17 soldados norte-americanosmorreram no Iraque. Este mês caminha para ser o mais seguropara os norte-americanos desde que a guerra começou, de acordocom dados do site icasualties.org. Ao todo, 40 soldados do país morreram no Iraque emnovembro. Em maio, foram 131. O 4 pelotão recebeu uma chuva de presentes neste Natal deamigos e familiares de um soldados que foi morto. O capelão do pelotão, capitão Bryan Smith, abriu uma "loja"de Natal onde tudo é de graça. Segundo ele, os soldadosreceberam aparelhos que tocam CDs, refrigerantes e biscoitos. Os presentes deixam os soldados de alto astral, diz ocapelão. "Quando eles recebem as caixas de casa, eles pensam:minha família está pensando em mim, e isso os deixa bem, comose eles estivessem em casa", afirma. Corey Jones, 20 anos, ganhou numa das suas caixas uma renade pelúcia. Este é o segundo Natal dele em Bagdá. "Eu preferiria estar com a minha família, mas me acostumeicom o ambiente e o pessoal aqui", diz. "Este é o meu amigo Moe Moose", afirma ele, referindo-se àrena. "É como se ela fosse uma companheira para o Natal."

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