Negociação fracassa e aviões turcos voltam a vigiar Iraque

Turquia mantém 100 mil soldados, jatos, helicópteros de guerra, tanques e morteiros na fronteira

Reuters

27 de outubro de 2007 | 10h39

Aviões militares turcos fizeram buscas na fronteira com o Iraque por grupos rebeldes curdos no sábado, 27, disseram fontes do Exército, depois que o diálogo diplomático em Ancara para evitar uma operação militar da Turquia no norte iraquiano fracassou.  Veja também: PKK diz que libertará soldados turcos capturadosEntenda o conflito entre turcos e curdos  ''Turquia tem direito de defender-se''   Turquia pode ignorar apelos e lançar ofensiva As negociações entre Iraque e Turquia acabaram na sexta-feira, depois que Ancara rejeitou uma série de propostas do ministro de Defesa iraquiano, major-general Abdel Qader Jassim, de contenção dos grupos guerrilheiros curdos baseados no norte do Iraque.  Autoridades disseram que não havia planos para mais negociações e que a delegação iraquiana, que tentou dissuadir a Turquia de lançar um ataque de grandes proporções contra os rebeldes do PKK (sigla local para Partido dos Trabalhadores do Curdistão), estaria deixando o país neste sábado, 27.  A Turquia preparou 100 mil soldados, jatos, helicópteros de guerra, tanques e morteiros na fronteira, antes de lançar a possível ofensiva contra os cerca de 3.000 rebeldes do PKK que usam o Iraque como base para executar ataques contra a Turquia.  Os Estados Unidos, que também enviou um representando às negociações, se opõem a uma missão militar turca, temendo que poderá desestabilizar a região norte do Iraque, que é relativamente pacífica, e potencialmente aumentar os conflitos em uma área maior.  O PKK pegou em armas contra a Turquia em 1984, com o objetivo de criar um Estado independente curdo no sudoeste do país. Mais de 30 mil pessoas foram mortas no conflito. Em anos recentes, o partido vem pressionando por maiores diretos políticos e culturais. O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, criticou países do Ocidente por não ajudarem no combate aos curdos, dizendo que esses países assumem a postura de que "o seu terrorista é bom, o meu terrorista é ruim."  "Queremos ver nossos amigos do Ocidente ao nosso lado em nossa luta contra o terror", disse ele em conferência em Istambul. "Quem ignora o terrorismo coopera com o terrorismo."

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