Negociações sobre novo governo do Líbano começarão na 2a

O presidente do Líbano dará início na segunda-feira às conversações formais para a criação de um novo governo, após a renúncia de ministros do Hezbollah e aliados derrubar o governo do primeiro-ministro Saad al-Hariri.

MARIAM KAROUNY, REUTERS

13 de janeiro de 2011 | 15h28

"As consultas começarão ao meio-dia de segunda-feira", disse o presidente do Parlamento, Nabih Berri, a jornalistas depois de uma reunião com o presidente Michel Suleiman.

Suleiman pediu que Hariri permaneça como primeiro-ministro interino até quinta-feira, depois que 11 ministros renunciaram numa disputa sobre a investigação do assassinato do pai de Hariri em 2005.

De acordo com a constituição, o presidente do Líbano nomeia o primeiro-ministro para formar um novo governo depois de consultar membros do Parlamento.

Não estava claro quanto tempo durariam as consultas.

As autoridades não quiseram dizer se Hariri será solicitado a formar um novo governo ou se outra pessoa seria nomeada. A coalizão de Hariri venceu a eleição parlamentar de 2009.

Boutros Harb, parlamentar próximo a Hariri, disse: "Não vejo um governo no país sem Saad sl-Hariri."

Hariri reunia-se com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em Washington, quando seu frágil governo "de união" ruiu na quarta-feira.

Ele deveria se encontrar com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Paris, ainda nesta quinta-feira.

As renúncias seguiram-se ao fracasso das potências regionais Arábia Saudita e Síria em forjar um acordo para reduzir a tensão produzida pela investigação sobre o assassinato de Rafik al-Hariri em 2005. A investigação é apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O promotor deverá enviar as acusações formais a um juiz este mês. O líder do Hezbollah, Sayyed Nasrallah, disse acreditar que membros de seu movimento xiita sejam acusados de envolvimento no assassinato.

O Hezbollah nega ter participado do homicídio e pediu que Hariri retirasse o financiamento e o apoio ao tribunal - exigência rejeitada por ele.

Analistas minimizam a perspectiva de um conflito armado entre o Hezbollah, que tem o apoio da Síria e do Irã, e Hariri, apoiado pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos.

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