Negociador palestino prevê paz com Israel em maio

Presidente palestino também anunciou a possibilidade de um acordo de paz com Israel dentro de oito meses

Efe,

29 de setembro de 2007 | 17h11

O negociador-chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, afirmou neste sábado, 29, que a paz com Israel pode vir a ser alcançada seis meses depois da conferência prevista para novembro, nos Estados Unidos. "Isto pode ocorrer porque poderemos edificar (um tratado de paz) sobre negociações prévias, em vez de começar do zero as negociações com os israelenses", disse Erekat à emissora "Voz da Palestina". Erekat, conselheiro político do presidente palestino Mahmoud Abbas, atualmente em Nova York, disse que as negociações que mencionou são as que foram realizadas em 1999, em Camp David, nos EUA, e as de Taba, no Egito, em 2000. Estas terminaram pouco após a explosão, em setembro do mesmo ano, da Intifada de Al-Aqsa (protesto pela independência do povo palestino contra a ocupação israelense na Cisjordânia e em Gaza). "Nessas negociações, foram abordados assuntos essenciais com vistas a um tratado final de paz, de modo que o que necessitamos agora é de decisão (em alusão a Israel), não de negociações", acrescentou. Abbas também anunciou a possibilidade de um acordo de paz com Israel dentro de oito meses. Na sexta-feira, na Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, ele pediu que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, adote decisões. Olmert e Abbas, informou Erekat, devem voltar a se reunir na próxima semana. Embora o dia ainda não tenha sido fixado, o "Canal 10" da televisão israelense anunciou o encontro para terça-feira. "Temos alguns pontos ainda em discussão", disse Erekat, em aparente referência às equipes de negociação designadas pelos dois dirigentes na última reunião, realizada em Jerusalém. "Esperamos superar os obstáculos amanhã, e depois fixaremos a data" da reunião, acrescentou. Olmert e Abbas querem apresentar um documento que sirva de base para a negociação de um tratado na conferência de paz convocada em julho pelo presidente dos EUA, George Bush. Por enquanto, a data e a agenda da reunião ainda não foram estabelecidas. A convocação foi feita por Bush depois que os milicianos islamitas do Hamas expulsaram da Faixa de Gaza a Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Abbas, e os organismos de segurança que a apóiam, alinhados com o movimento nacionalista Fatah. O Hamas, excluído da conferência de paz, propõe realizar um encontro paralelo no início de novembro, em Damasco, argumentando que Abbas "não tem autoridade para falar por todos os palestinos", segundo meios de comunicação árabes. Porta-vozes islamitas em Gaza afirmam aos jornalistas que existe um complô entre EUA, Israel e a ANP para "eliminar o Hamas".

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