Netanyahu aceita libertar presos palestinos, diz jornal

Iniciativa do premiê israelense é 'gesto de boa vontade' para remotar negociações de paz mediadas pelos EUA

Efe,

29 de janeiro de 2010 | 08h45

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que aceita libertar centenas de presos palestinos do movimento Fatah, como parte dos esforços patrocinados pelos EUA e pelo Egito para retomar o processo de paz, segundo a imprensa israelense.

 

De acordo com a edição desta sexta-feira, 29, do jornal Ha'aretz, o chefe do Executivo israelense expressou sua disposição em adotar essa medida como gesto de boa vontade em relação aos palestinos, depois das recentes conversas mantidas com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell.

 

Segundo o plano, Israel também está disposto a iniciar negociações de baixo nível com os palestinos, graças à medicação americana, possibilidade sobre a qual informaram nas últimas semanas alguns meios de comunicação locais.

 

Na reunião semanal do Conselho de Ministros no domingo, Netanyahu disse aos membros de seu gabinete que estava estudando "novas ideias" da administração americana, destinadas a retomar o processo de paz na região, estagnado há mais de um ano. "Expressei minha esperança de que essas ideias permitam a retomada do processo, se os palestinos expressarem um interesse similar em favor de todos aqueles que aspiram à reconciliação em nossa região", disse o primeiro-ministro.

 

Apesar de o chefe do governo israelense não ter precisado o conteúdo dessas "ideias" formuladas pelos americanos, uma fonte política disse ao Ha'aretz que se referia a uma nova proposta segundo a qual as negociações adotariam o formato de conversas indiretas, similares às que Israel manteve com a Síria - com mediação turca - sob o governo de Ehud Olmert.

 

Mitchell propôs, segundo o jornal, viajar entre Jerusalém e Ramala fazendo chegar as mensagens de cada uma das partes sobre vários assuntos relacionados ao estatuto definitivo de paz, incluindo fronteiras, Jerusalém, refugiados e segurança. Em um estágio mais avançado, as negociações poderiam acontecer entre funcionários de ambas as partes, que deveriam avaliar se poderia ser a um nível mais alto.

 

A iniciativa para desbloquear este processo inclui gestos por parte de Israel, como a libertação de presos do Fatah e a adoção de medidas que facilitem o movimento dos palestinos na Cisjordânia. Netanyahu aceitou a proposta de Mitchell, segundo a fonte, mas enfatizou que os palestinos devem também aceitar o plano. O enviado americano deve retornar à região nas próximas semanas para saber a resposta de Abbas.

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