Netanyahu apela por apoio de partidários às vésperas da eleição em Israel

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, fez um apelo na véspera da eleição nesta segunda-feira para os partidários "voltarem para casa", mostrando preocupação com a expectativa de aumento da extrema direita que o manteria no poder, mas o enfraqueceria politicamente.

JEFFREY HELLER, Reuters

21 de janeiro de 2013 | 13h28

Na última etapa de uma campanha em grande parte sem brilho que poderia produzir o governo mais linha-dura da história de Israel, Netanyahu tem observado o partido de extrema direita do empresário milionário da alta tecnologia Naftali Bennett, do Bait Yehudi (Lar Judaico), distanciar-se nas pesquisas de opinião de seu partido de direita Likud.

Em uma aparição em final de campanha em Jerusalém, Netanyahu expressou confiança que os seus partidários tradicionais não vão abandoná-lo, e repetiu as promessas de manter Israel seguro e construir assentamentos judaicos mesmo com oposição internacional.

Ele disse que impedir o Irã de desenvolver armas nucleares continuaria sendo sua prioridade. Durante a campanha, os partidos têm evitado discutir a delicada questão de se e quando usar a força militar contra o Irã, que nega estar buscando armas atômicas.

"Eu não tenho dúvida de que muitas, muitas pessoas vão decidir na última hora vir para casa, para Likud-Yisrael Beitenu", disse Netanyahu. As pesquisas estimam uma vitória na eleição parlamentar de terça-feira, embora por uma margem mais estreita do que o previsto inicialmente.

"Eu estou com uma boa sensação. E no último minuto, apelo a todo e qualquer cidadão que vai às urnas: 'Decida para quem você vai votar --para um Israel dividido e fraco ou Israel unido e forte e um grande partido governante?'".

As pesquisas de opinião finais, divulgadas na sexta-feira, mostraram o partido de direita Likud, de Netanyahu, concorrendo com uma lista conjunta de candidatos, com o ex-chanceler ultranacionalista Avigdor Lieberman, do partido Yisrael Beitenu, ainda no caminho para vencer.

Mas as pesquisas indicaram que seu apoio tinha caído para o nível mais baixo até agora e previram que um bloco potencial de partidos de direita e religiosos, liderado pelo Likud-Yisrael Beitenu, teria uma pequena maioria parlamentar de 63 dos 120 assentos.

Se as pesquisas estiverem corretas --e elas foram imprecisas em várias eleições passadas-- o Likud e o Yisrael Beitenu ganhariam 10 lugares menos do que na votação nacional anterior, em 2009.

Um comparecimento às urnas relativamente fraco deixaria Netanyahu, que prometeu durante a campanha prosseguir com a construção de assentamentos na Cisjordânia ocupada, mais suscetível às demandas dos potenciais parceiros de coalizão, incluindo Bennett, e partidos religiosos.

E com as negociações de paz com os palestinos congeladas desde 2010 por causa da questão dos assentamentos, haveria pouco incentivo para Netanyahu perseguir novas iniciativas como chefe de um governo firme de direita, embora ele provavelmente ficaria sob pressão para fazê-lo se ele se alistar a parceiros centristas.

Bennett, um ex-líder de colônia carismático, defende a anexação de partes da Cisjordânia, território que Israel capturou junto com Jerusalém Oriental, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã, na guerra de 1967, uma posição à direita de Netanyahu.

O Lar Judaico tem sido um partido novo surpreendente na eleição, previsto para ganhar cerca de 14 assentos, ficando em terceiro lugar.

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