Netanyahu chama adversários a formar governo em Israel

O líder direitista Benjamin Netanyahu aceitou na sexta-feira o mandato para formar o próximo governo de Israel e imediatamente chamou o partido centrista Kadima e o Partido Trabalhista, de esquerda, para formar um governo de união nacional. "Apelo à líder do Kadima, Tzipi Livni, e ao líder do Partido Trabalhista, Ehud Barak, e digo a eles: vamos nos unir para garantir o futuro do Estado de Israel. Peço para encontrá-los para discutir com vocês um amplo governo de união nacional para o bem do povo e do Estado", disse ele em entrevista coletiva. Livni, porém, demonstrou não estar interessada. Ela própria tentou ser indicada pelo presidente Shimon Peres, com base no fato de que o Kadima formou a maior bancada na eleição do dia 10 - elegeu 28 dos 120 deputados, um a mais que o Likud, de Netanyahu. Esta é a primeira vez em 60 anos na história de Israel que o líder do partido mais votado não é indicado para formar o governo logo após uma eleição. Na mesma entrevista, Peres deixou claro que indicou Netanyahu porque só o líder direitista teria condições de formar uma maioria clara. Representantes de 65 parlamentares apoiaram Netanyahu, segundo Peres. O número corresponde à soma das bancadas do Likud e de vários partidos religiosos. Primeiro-ministro entre 1996 e 99, período de muitos atritos com os palestinos, Netanyahu disse que trabalhará pela segurança e a paz com os vizinhos de Israel. Em referências que ecoam sua campanha, ele disse que Israel enfrenta ameaças do Irã e do "terrorismo."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.