Netanyahu cita lição do Holocausto ao lidar com Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, citando as lições aprendidas no Holocausto nazista e o perigo de um Irã nuclear, disse nesta terça-feira que Israel não deveria hesitar em agir sozinho para impedir qualquer ameaça a sua existência.

JEFFREY HELLER, REUTERS

24 de janeiro de 2012 | 19h32

Dirigindo-se ao Parlamento antes do Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro, Netanyahu elogiou a decisão da União Europeia na segunda-feira de impor sanções às exportações de petróleo iraniano.

"Mas neste dia de cooperação internacional e de um feito importante contra o Irã, quero lembrar a todos da principal lição do Holocausto contra o nosso povo -que quando houver uma ameaça a nossa existência, não devemos deixar nosso destino nas mãos de outros", disse. "Quando se trata de nosso destino, é nossa obrigação confiar apenas em nós mesmos."

Israel diz que um Irã com armas nucleares representaria uma ameaça à existência do Estado judeu e que todas as opções estavam sobre a mesa ao lidar com Teerã, que insiste que seu enriquecimento de urânio é para a geração de energia elétrica.

O principal aliado de Israel, os Estados Unidos, expressaram preocupação que Israel possa atacar o Irã preventivamente e aumentar a instabilidade em uma região já bastante volátil. Na semana passada, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse que qualquer decisão sobre tal ataque estava "muito distante".

No discurso, Netanyahu repetiu seu pedido por sanções mais duras contra o Irã, juntamente com uma "opção militar credível" para dissuadir Teerã de construir armas nucleares.

Ele sugeriu, no entanto, que Israel não estava pronta a abrir mão dos esforços diplomáticos para conter as ambições atômicas do Irã.

Netanyahu disse que uma lição do Holocausto, em que seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial, era a de que Israel "deve forjar quantas alianças forem possíveis no mundo" para agir contra qualquer ameaça existencial.

Mas acrescentou: "não devemos enterrar nossa cabeça na areia. O regime iraniano pede abertamente a destruição de Israel, e planeja a destruição de Israel e age pela destruição de Israel. A lição é que as nações do mundo devem ser despertadas."

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