Netanyahu confirma operação que violou espaço aéreo da Síria

Ação da Força Aérea israelense aconteceu no dia 6; revelação indignou o governo

Efe,

20 de setembro de 2007 | 05h10

O líder da oposição parlamentar em Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação da Força Aérea do dia 6, que violou o espaço aéreo da Síria e até agora estava sob censura militar, causando a indignação do governo. Netanyahu quebrou o segredo na quarta-feira à noite, durante uma entrevista ao canal público de televisão. Ele não ofereceu detalhes nem informou qual foi o alvo atacado, permitindo diversas especulações. O ex-primeiro-ministro é o primeiro político israelense a reconhecer a violação do espaço aéreo sírio por aviões F15I da Força Aérea para atacar supostas instalações nucleares. "Em geral, quando o governo faz coisas pela segurança de Israel, eu apóio", disse Netanyahu. Ele admitiu ter "participado desde o primeiro minuto" da decisão oficial, que até então estava sob censura. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, nunca fez a menor insinuação sobre a operação. A reação do governo foi imediata. "Estamos estupefatos com esse homem. É um irresponsável, insensato e perigoso", afirmaram colaboradores de Olmert, segundo o jornal Yedioth Ahronoth. "Como ele pôde fazer algo assim? Esse homem, simplesmente, é um doente, não sabe onde vive. Esse é o verdadeiro 'Bibi'", acrescentaram, usando o apelido do veterano "falcão" israelense. Netanyahu é líder do Partido Likud, da direita nacionalista, e sério candidato a voltar ao poder nas eleições de 2008. Na entrevista, ele evitou entrar em detalhes sobre a operação. "Ainda é cedo para debater o assunto", argumentou. Mas afirmou que tinha elogiado Olmert pela iniciativa. A Síria, que prometeu "responder à agressão", também não informou o alvo supostamente atacado pelos aviões israelenses. A versão oficial é de que os caças foram afugentados pela sua artilharia anti-aérea. A única autoridade israelense até agora a comentar o caso tinha sido o ministro de Cultura, Ghaleb Majadle. "Todos os dias entram aviões israelenses no espaço aéreo da Síria", revelou.

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