Netanyahu diz estar pronto para negociação direta com palestinos

Premiê israelense diz que conversas deverão ser estabelecidas 'em um futuro próximo'

Reuters

16 de agosto de 2010 | 14h30

ATENAS - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira, 16, que espera manter negociações diretas para com os palestinos para estabelecer a paz no Oriente Médio "em um futuro muito próximo".

 

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"Nós estamos prontos para ir ao Cairo, Washington, prontos para ir a qualquer lugar fazer este processo andar", disse ele, depois de conversações com o primeiro-ministro grego, George Papandreou, em Atenas.

 

Também nesta segunda, porém, uma reportagem do jornal israelense Ha'aretz informou que uma comissão de defesa de Israel analisaram a situação do processo de paz e resolveram rejeitar qualquer garantia internacional do Quarteto para o Oriente Médio - formado por EUA, ONU, União Europeia e Rússia - aos palestinos para que haja negociações diretas. Entre essas garantias estariam o estabelecimento das fronteiras de 1967 para a criação do futuro Estado palestino.

 

O governo de Netanyahu, que insiste há meses em negociações diretas incondicionais, decidiu que não se guiará pelo anúncio e que só se comprometerá pelo que os EUA farão dentro de alguns dias.

 

Há alguns meses israelenses e palestinos realizam negociações indiretas através do mediador americano George Mitchell, que em sua última visita à região, na semana passada, pressionou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para que aceite um diálogo direto.

 

Os palestinos, porém, exigem que Israel devia interrompa de forma absoluta a construção nos assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e que qualquer processo de paz deva ser baseado na criação de um Estado palestino com as fronteiras de 1967, antes da invasão israelense.

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