Baz Ratner/Reuters
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Netanyahu diz que ataque ao Irã seria bom para Estados árabes

'Cinco minutos depois acho que uma sensação de alívio se espalharia' disse o primeiro-ministro de Israel

Reuters

30 de outubro de 2012 | 18h30

PARIS - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, procurou nesta terça-feira, 30, convencer os Estados árabes de que um ataque militar de Israel contra o Irã iria beneficiá-los, removendo uma potencial ameaça e aliviando as tensões em todo o Oriente Médio. Netanyahu fez uma série de ameaças veladas de atacar o programa nuclear iraniano e apelou aos Estados Unidos e à Organização das Nações Unidas (ONU) para que estabeleçam um limite para Teerã.

Em uma entrevista publicada nesta terça-feira pela revista francesa Paris Match, o primeiro-ministro disse que tal ataque não agravaria as tensões regionais, como muitos críticos têm alertado. "Cinco minutos depois, ao contrário do que dizem os céticos, acho que uma sensação de alívio se espalharia por toda região", afirmou.

"O Irã não é popular no mundo árabe, longe disso, e alguns governos da região, assim como seus cidadãos, entendem que um Irã com armas nucleares seria perigoso para eles, não apenas para Israel", disse ele.

Israel, que é amplamente visto como a única potência nuclear no Oriente Médio, acredita que Teerã pretende construir armas atômicas e tem apelado ao Ocidente para aumentar as sanções. O Irã alega que está enriquecendo urânio para fins energéticos pacíficos.

Os Estados Unidos e outros países ocidentais rejeitaram o pedido de Netanyahu para a definição de um limite para o Irã e pediram-lhe que contenha uma ação militar para dar chance de a diplomacia e as sanções funcionarem. Netanyahu, que está concorrendo à reeleição em janeiro para chefiar o partido direitista Likud, disse à ONU no mês passado que um ataque poderia esperar até a primavera ou o verão, quando, segundo ele, Teerã poderia estar à beira da construção de uma bomba atômica.

Durante sua visita de dois dias à França, Netanyahu viajará para a cidade de Toulouse, no sul, com o presidente François Hollande para uma cerimônia em memória das vítimas de um atirador islâmico que matou sete pessoas lá em março, incluindo três crianças judias.

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