Netanyahu e Abbas viajam a Washington para reunião sobre paz

Líderes se reúnem na quinta-feira para tentar chegar a acordo de paz para o Oriente Médio

Reuters

31 de agosto de 2010 | 09h58

TEL AVIV - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarcou nesta terça-feira, 31, para os EUA, onde participará de reuniões de paz com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, deixando em aberto a questão do futuro da expansão dos assentamentos judaicos quando terminar a atual moratória parcial de construções.

 

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Os palestinos ameaçam abandonar as negociações, que começam na quinta-feira, se Israel não reiterar sua promessa de não construir mais casas nos assentamentos quando terminar a atual moratória, em 26 de setembro.

Várias facções na coalizão israelense de governo são ligadas aos colonos judeus da Cisjordânia. Netanyahu não deu nenhum sinal sobre se manterá ou não as restrições, mas afirmou ao seu partido, o Likud, que um acordo de paz é possível.

"Não sou ingênuo, vejo todas as dificuldades e obstáculos e, apesar disso, acredito que um acordo final de paz seja um objetivo alcançável. É claro que isso não depende só de nós", disse ele na segunda-feira.

Ele acrescentou que espera do presidente palestino, Mahmoud Abbas, que já está em Washington, que seja um "bravo parceiro" de negociações. "Nós estamos prontos para negociações verdadeiras, sérias que conduzam ao fim da ocupação", disse Nabil Abu Rdaninah, porta-voz de Abbas.

 

Os palestinos querem que as conversações tenham como referência um comunicado emitido pelo Quarteto para o Oriente Médio e a legislação internacional, disse Rdaninah.

 

'Prazo razoável'

 

Abbas disse que buscará a participação ativa dos EUA na mediação das negociações com Netanyahu. Para o palestino, o governo e Barack Obama será o responsável por ser a ponte entre as duas partes quando um acordo for atingido.

 

Ele disse que o prazo estipulado para a obtenção do acordo - dentro de um ano - é razoável porque vários assuntos já haviam sido discutidos previamente. "Se houver boa vontade, então é mais que o suficiente. Tudo está muito claro", disse o palestino.

 

O presidente da ANP, porém, voltou a alertar sobre a retomada da construção de assentamentos judaicos em territórios palestinos, o que poderia fazer com que as negociações diretas fracassassem. "Se eles se recusarem a estender a moratória, então será difícil continuar a negociar", disse.

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