Netanyahu e Livni discutem proposta de união em Israel

O futuro primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a líder centrista, Tzipi Livni, renovaram os contatos para explorar a opção de formar um governo conjunto, informou a imprensa israelense nesta sexta-feira.

REUTERS

13 de março de 2009 | 15h44

O partido Kadima, de Livni, havia encerrado as conversas para uma coalizão com Netanyahu no início deste mês após Livni acusá-lo de não estar comprometido com a criação de um Estado palestino independente, como proposto pelos Estados Unidos.

A Rádio Israel disse que enviados de Netanyahu, líder do partido de direita Likud, e Livni, líder do Kadima e atual ministra de Relações Exteriores, tiveram encontros secretos para discutir a possibilidade de parceria em um governo.

Dina Libster, uma porta-voz de Netanyahu, afirmou que ele e Livni "trocaram mensagens por meio de seus enviados" nos últimos dias. Ela não deu detalhes sobre estes contatos ou se os líderes teriam conversado pessoalmente.

Autoridades do Kadima não foram encontradas para comentar.

O site de notícias Ynet informou que Netanyahu e Livni tinham conhecimento dos contatos secretos feitos pelos representantes de seus partidos com o objetivo de explorar a possibilidade de um governo de coalizão.

As últimas informações sobre contatos para uma possível união foram divulgadas ao mesmo tempo em que acredita-se que Netanyahu esteja enfrentando obstáculos em seus esforços para formar uma coalizão com partidos de extrema direita e religiosos, dos quais alguns representantes estariam fazendo exigências contraditórias.

Netanyahu, que foi primeiro-ministro entre 1996 e 1999, tem até o dia 3 de abril para formar um governo, após ter sido nomeado pelo presidente, Shimon Peres, no mês passado, para formar uma coalizão após as eleições parlamentares de 10 de fevereiro.

(Reportagem de Allyn Fisher-Ilan)

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