Netanyahu lidera corrida e busca suavizar tema dos assentamentos

A corrida eleitoral israelense voltou a todo vapor, depois do fim da ofensiva em Gaza. Líder nas pesquisas, Benjamin Netanyahu agiu rápido para se desviar das alegações de que sua vitória poderia significar um conflito com o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. De olho nas áreas onde é mais popular o partido do governo, o Kadima, Netanyahu disse ao enviado ao Oriente Médio Tony Blair que um governo chefiado por seu partido, o Likud, não construiria novos assentamentos judeus, embora expandisse os já existem. "Como todos os governos têm feito até agora, eu terei de atender às necessidades naturais de crescimento da população. Não vou conseguir sufocar os assentamentos", disse Netanyahu, informou um porta-voz do chefe do Likud na segunda-feira. Tal política enfrenta oposição internacional e é condenada pelos palestinos que visam a criação de um Estado na Cisjordânia. No entanto, isto alinha, em termos gerais, Netanyahu ao governo liderado pelo Kadima e à candidata do partido, Tzipi Livni, nas eleições de 10 de fevereiro. Falando a repórteres no domingo, Livni sugeriu que um governo liderado por Netanyahu colocaria Israel em oposição a Obama, que prometeu ampliar os esforços para a criação de um Estado palestino e para a obtenção de uma paz duradoura na região. Netanyahu disse que as negociações de paz, as quais Washington esperava que tivessem sucesso em 2008, têm de reforçar a economia palestina em vez de enfatizar a questão territorial --para ele, este foi o fator que estendeu demais as negociações mediadas pelos norte-americanos. "Israel e os Estados Unidos podem bater cabeça. Depende de quem estiver no comando", disse Livni em comentários considerados um ataque a Netanyahu, cujo mandato como líder israelense, de 1996 a 1999, foi marcado pelas tensões com o então presidente norte-americano Bill Clinton. Ela também falou sobre o assunto em uma entrevista a uma rádio, na segunda-feira: "Netanyahu já foi primeiro-ministro, e ele fracassou". Os outdoors da campanha do Likud dizem o contrário --mostram um Netanyahu confiante, com o seguinte slogan: "Forte na segurança, forte na economia".

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