Peter Andrews/Reuters
Peter Andrews/Reuters

Netanyahu pede desculpas por cunhado que chamou Obama de antissemita

Na rádio, Hagai Ben-Artzi disse que presidente americano 'não gosta do premiê e do povo judeu'

Efe

17 de março de 2010 | 10h21

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu desculpas em público ao presidente dos EUA, Barack Obama, depois de seu cunhado ter chamado o líder americano de "antissemita" em uma entrevista transmitida pelo rádio.

 

Hagai Ben-Artzi, o cunhado de Netanyahu, disse à rádio do Exército israelense que Obama "odeia os judeus". O sentimento, segundo o israelense, seria resultado da influência do reverendo Jeremiah Wright, a quem Ben-Artzi chamou de "antissemita, anti-israelense e antijudeu", segundo o site de notícias Ynetnews.com.

 

"Oponho-me firmemente às palavras de Hagai Ben-Artzi. Tenho grande apreço pelo compromisso do presidente Obama com a segurança de Israel, expressado muitas vezes, e com os profundos laços entre os dois países", disse Netanyahu em nota divulgada por seu escritório pouco depois das declarações do cunhado.

 

Ben-Artzi afirmou à rádio que, "quando um presidente antissemita chega ao cargo nos EUA, é preciso dizer que os israelenses não se renderão". Ele também pediu publicamente a Netanyahu que diga "não" às interferências americanas em Jerusalém e declarou que Obama "não só não gosta do primeiro-ministro como também não gosta do povo de Israel".

 

Em outro trecho da entrevista, Ben-Artzi declarou que seu cunhado "conhece as opiniões de Obama", mas que não poderia divulgar o que o primeiro-ministro israelense "diz em conversas privadas" sobre o chefe de Estado americano.

 

Os comentários do cunhado do premiê israelense foram feitos em um momento delicado das relações entre EUA e Israel, que aprovou a construção de casas na Jerusalém palestina durante uma visita do vice-presidente americano ao país e pouco depois do anúncio da retomadas das negociações indiretas de paz.

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