Netanyahu pede sanções 'paralisantes' contra o Irã

Premiê israelense espera que Irã renuncie ao desenvolvimento de seu programa nuclear

Efe,

16 de fevereiro de 2010 | 14h44

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta terça-feira, 16, em Moscou sanções econômicas urgentes e "paralisantes" contra o Irã, para obrigar o país a renunciar ao enriquecimento de urânio e ao desenvolvimento de seu programa nuclear.

 

"É preciso impor sanções já, e estas devem ser paralisantes", ressaltou o líder israelense em uma entrevista à agência russa "Interfax".

 

Netanyahu explicou que isso significa que a comunidade mundial deve suspender as vendas de gasolina a Teerã e impedir a exportação de petróleo iraniano, do que dependem em grande medida a economia e o orçamento iranianos.

 

O premiê também ressaltou que ontem fez esta cobrança ao chefe de Estado russo, Dmitri Medvedev, e anteriormente aos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, Nicolas Sarkozy.

 

Segundo Netanyahu, sanções deste tipo "podem ser muito eficazes a curto e médio prazo", por isso "é preciso aplicá-las agora, antes que o Irã seja capaz de concluir seu programa nuclear". "Se adotarmos as sanções, estas devem ser duras e mordentes, e têm que ser impostas já", enfatizou.

 

Em outra entrevista, desta vez à rádio "Eco de Moscou", Netanyahu se mostrou convencido de que a "Rússia entende que o Irã está desenvolvendo seu programa nuclear", o que "repercutirá negativamente na situação no Oriente Médio".

 

O primeiro-ministro israelense afirmou que "a comunidade internacional deve reagir com dureza antes que a ameaça se torne real, já que os iranianos, se quiserem, podem conseguir uma arma (atômica) no prazo de um mês". "É hora de atuarmos. Conversei especificamente sobre isso com o presidente Medevedev e planejo falar também com o primeiro-ministro (Vladimir) Putin", especificou.

 

Por outro lado, Netanyahu confirmou que Israel, a pedido da Rússia, suspendeu a venda de armas à Geórgia e expressou. A esse respeito, disse esperar que Moscou se abstenha de fornecer baterias antiaéreas ao Irã.

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