Netanyahu pedirá que Obama liberte espião israelense preso nos EUA

Jonathan Pollard cumpre prisão perpétua desde 1987, quando forneceu informações secretas a Israel

Efe,

21 de dezembro de 2010 | 19h50

JERUSALÉM- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira, 21, que pedirá ao presidente Barack Obama a libertação espião Jonathan Pollard, em prisão perpétua nos Estados Unidos desde 1987.

 

Será a primeira vez que Israel solicitará aberta e oficialmente a libertação de Pollard, detido em 1985 nos arredores da embaixada israelense em Washington após fornecer centenas de milhares de documentos com informação secreta a Israel.

 

Segundo o gabinete do premiê informou em comunicado, Netanyahu fará em breve uma "convocação oficial e pública" a Obama, em resposta a um pedido pessoal por escrito de Pollard, que entregou uma carta a sua mulher, Esther, na semana passada.

 

"Pretendo seguir atuando com determinação pela libertação de Pollard, tanto porque é a obrigação moral de Israel com ele quanto para que ele possa viver com sua família e recuperar sua saúde após tanto tempo preso", completou a nota.

 

Ainda de acordo com o texto, a decisão "foi tomada após uma série de conversas e contatos sobre o tema mantidos nos últimos meses pelo primeiro-ministro e seus representantes com altos cargos da administração americana".

 

No comunicado, é lembrado que durante sua primeira chefia de Governo (1996-1999), Netanyahu foi quem reconheceu que Pollard espionava para Israel, após 13 anos nos quais a versão oficial foi a de que ele atuava por conta própria em uma operação não autorizada.

 

O primeiro-ministro também se tornou o israelense de mais alta categoria a visitá-lo na prisão, na Carolina do Norte, em 2002.

 

Netanyahu abordou o tema em conversas com o ex-presidente americano Bill Clinton e com Obama em seus dois mandatos à frente do Governo de Israel, destacou o comunicado.

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