Netanyahu quer que palestinos reconheçam Israel para negociar

Premiê afirma ao enviado de Obama que é preciso reconhecer o Estado judeu antes de se falar em 2 Estados

Efe,

16 de abril de 2009 | 14h46

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que seu governo não negociará com os palestinos até que estes reconheçam Israel. Netanyahu afirmou a Mitchell que "espera que os palestinos reconheçam primeiro Israel como um Estado judeu, antes de falar de dois Estados para dois povos", informou o site do jornal Haaretz, citando uma fonte próxima ao primeiro-ministro.

 

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O movimento islâmico Hamas, que ganhou as últimas eleições legislativas palestinas de 2006 e, desde junho de 2007, governa de fato na Faixa de Gaza, reiterou várias vezes que não reconhecerá Israel, mas assinaria um acordo de paz durável com este país.

 

O chefe do governo israelense afirmou a Mitchell que seu país "deve preservar seus interesses de segurança" e que, apesar do Estado judeu "não estar interessado em governar os palestinos, deve garantir que o processo político não provoque um segundo 'Hamastão' em Israel", segundo a edição digital do jornal Yedioth Ahronoth.

 

Mitchell, que chegou na quinta a Israel para se informar sobre a política do novo governo frente ao processo de paz, disse que "os EUA favorecem uma solução de dois Estados que representará um Estado palestino vivendo em paz junto ao Estado de Israel". Após seus primeiros contatos com o novo Executivo conservador, que tomou posse há duas semanas e até agora evitou se comprometer com a solução de dois Estados, Mitchell disse que seu país "espera ver esforços para conseguir uma paz completa em toda a região".

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