Ronen Zvulun/Reuters
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Netanyahu rejeita críticas a novo plano de expansão de assentamento

Premiê israelense afirma que Gilo 'não é uma colônia' e faz parte de Jerusalém

Reuters

28 de setembro de 2011 | 15h06

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou nesta quarta-feira, 28, as reclamações ocidentais e árabes de que o plano de construir 1,1 mil novas casas em Gilo, na terra anexada próxima a Jerusalém, complicaria os esforços de paz do Oriente Médio. "Gilo não é um assentamento nem um posto avançado. É uma vizinhança no coração de Jerusalém, a cerca de cinco minutos do centro da cidade", afirmou o porta-voz do premiê Mark Regev.

 

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Em todo plano de paz posto em discussão nos últimos 18 anos, Gilo "continua parte de Jerusalém e, portanto, essa decisão de nenhuma forma contradiz" o desejo atual do governo de Israel de paz baseada em dois Estados para dois povos, acrescentou. Netanyahu também enfatizou que a aprovação da construção, anunciada na terça-feira, era uma "decisão planejada preliminarmente".

Os Estados Unidos, a Europa e países árabes disseram que o anúncio complicaria os esforços para retomar negociações de paz e afastar uma crise sobre o pedido palestino de adesão plena à Organização das Nações Unidas (ONU). A Grã-Bretanha e a União Europeia pediram que Netanyahu revertesse a decisão e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a construção do assentamento seria "contraproducente".

Estado palestino

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, entrou com o pedido na ONU na sexta-feira passada, em uma ação rejeitada por Israel e pelos Estados Unidos, que instaram que ele retomasse as negociações com Israel para encerrar o conflito de 63 anos.

Abbas colocou a interrupção da construção de assentamentos israelenses como condição para retomar as conversas, que entraram em colapso há um ano depois que Netanyahu se recusou a estender uma moratória de dez meses sobre a construção.

O chamado Quarteto para o Oriente Médio, formado por Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU, já pediu que as negociações comecem dentro de um mês e insistiu que os dois lados não tomem medidas unilaterais que impeçam a obtenção de paz.

Saeb Erekat, negociador-chefe dos palestinos, disse que as novas moradias representavam "1,1 mil nãos ao comunicado do Quarteto".

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