Netanyahu tratará com EUA a reativação do processo de paz

Primeiro-ministro de Israel se reunirá com George Mitchell visando retomada de diálogo com Palestina

Efe,

02 Novembro 2009 | 09h48

O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, se reunirá nesta segunda-feira, 2, com um enviado dos Estados Unidos ao Oriente Médio, George Mitchell, para continuar as negociações visando estabelecer a paz entre israelenses e palestinos.

 

O encontro ocorrerá depois de a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ter deixado a região, no sábado, 31, sem ter conseguido reativar o diálogo entre as partes.

 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abás, reiterou a Hillary Clinton, no sábado, 31, sua posição de não recomeçar as conversações com Israel, interrompida desde janeiro deste ano, até que o país não suspenda a construção de assentamentos judeus no território palestino ocupado.

 

Por seu lado, Netanyahu manifestou esperar que a ANP "seja racional" e negocie com Israel, deixando de lado sua condição.

 

O chefe do Executivo israelense recebeu no sábado um elogio da secretária de Estado dos Estados Unidos por estar disposto a fazer com que Israel aceite suspender de forma temporária a construção de colônias na Cisjordânia, mesmo que a medida não inclua cerca de 3 mil casas em que estão sendo feitas e que foram aprovadas pelo governo.

 

Netanyahu manifestou durante a reunião semanal do conselho de ministros que "o começo das negociações é importante para nós, mas não menos importantes para os palestinos. Estamos comprometidos com as negociações e esperamos que os palestinos nos digam sua pré-condição".

 

O negociador palestino Saeb Erekat divulgou um comunicado no qual deixa claro os pontos vitais para os árabes: Estamos em um momento crítico. Ao rechaçar um volta às negociações baseadas nos termos antigos, Israel colocou os EUA e a comunidade internacional em uma posição difícil. O caminho para seguir adiante é que Isarel cumpra com suas obrigações".

 

Erekat assegurou que a decisão "pode ser um golpe fatal no processo de paz, pois sem uma paralisação dos assentamentos e seu eventual desmantelamento, não haverá um um Estado palestino para negociar nem uma solução de dois Estados para ser negociada".

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