Ninguém se apresenta para sucessão de presidente palestino

Partido de Mahmoud Abbas tem esperanças de que atual líder volte atrás e tente reeleição no dia 24 de janeiro

Crispian Balmer e Maja Zuvela, da Reuters,

06 Novembro 2009 | 19h13

Jovens líderes palestinos não demonstraram nenhuma pressa nesta sexta-feira, 6, em assumir o lugar do presidente Mahmoud Abbas, de 74 anos, depois de ele ter dito um dia antes que não quer se candidatar à reeleição em janeiro.

 

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Deixando claro que o partido de Abbas, o Fatah, não está interessado, até o momento, em levar as palavras dele ao pé da letra, nenhum dos homens vistos como sucessores em potencial anunciou sua intenção de entrar na disputa.

 

Israel e os Estados Unidos foram também cautelosos ao não assumirem a decisão dele como irrevogável. Eles confiam em Abbas como seu parceiro no âmbito diplomático para um acordo de paz no Oriente Médio.

 

"Já vimos situações em que líderes realizaram falsas saídas. O importante, aqui, é a mensagem que ele está enviando", disse um diplomata europeu de alto escalão, que acompanha de perto o processo de paz. "É um chamado por atenção? Uma advertência? Do tipo 'eu não disse'?"

 

"Não vejo isso como um testamento político, mas como um convite, algo como 'Agarre isto. Poderá ser sua última chance'", disse ele.

 

Em seu pronunciamento aos palestinos, Abbas expressou na quinta-feira, 5, desapontamento com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por "favorecer" Israel nos argumentos sobre o relançamento das conversações de paz e disse que sua decisão de não disputar a Presidência não é uma tática de negociação.

 

Abbas afirmou ter dito aos outros líderes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que não tem "nenhum desejo de concorrer na próxima eleição" para presidente da Autoridade Palestina em 24 de janeiro.

 

Sua saída agora poderia jogar água fria nos preparativos já cambaleantes de um "processo de paz", que está estancado. Mas no momento em que os palestinos estão profundamente divididos entre o Fatah e o movimento Hamas, alguns analistas duvidam que a eleição ocorra em janeiro.

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