No Irã, líder do Hamas descarta trégua e ataca Israel

Khaled Mashaal advertiu que a resistência continuará enquanto se mantiver a situação atual em Gaza

Efe

01 Fevereiro 2009 | 16h24

O chefe político do Hamas, Khaled Mashaal, descartou neste domingo, 1, uma trégua permanente enquanto "seguir o assédio israelense a Gaza e as fronteiras ficarem fechadas", embora o cessar-fogo declarado unilateralmente por cada parte tenha sido quebrado por milícias palestinas, que mataram um soldado israelense durante a semana. Veja também:  Olmert promete reação desproporcional a ataques Linha do tempo dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  História do conflito entre Israel e palestinos  Imagens das crianças em meio à destruição em Gaza        Junto com o ministro iraniano de Relações Exteriores, Manouchehr  Mottaki, ele confirmou que negocia com o Egito um cessar-fogo, mas advertiu que a "resistência" continuará "enquanto se mantiver a situação atual", pela qual responsabiliza Israel, que respondeu com ataques a Gaza, matando um membro do Hamas e civis. "Nossa terra agora está ocupada e temos direito a resistir. Enquanto seguir assim, podemos aceitar um cessar-fogo, mas uma trégua permanente carece de significado", afirmou Mashaal, que hoje iniciou uma visita de vários dias a Teerã.Seu discurso se alinha com a posição histórica do Hamas que não reconhece a existência do estado de Israel, ao qual se refere como "ocupação sionista" e que em diversas ocasiões reiterou sua intenção de "destruir".Mashaal foi recebido hoje pelo líder supremo da Revolução Iraniana, aiatolá Ali Khamenei, e tem encontro marcado com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. Ele entregou a Khamenei um relatório completo elaborado sobre a ofensiva israelense a Gaza, que matou 1.400 pessoas, das quais a maioria, segundo o Hamas, seriam civis.Apesar de todas essas mortes, o líder supremo da revolução iraniana deu seus parabéns a ele e disse que "as 'potências imperialistas' sentem-se frágeis após a 'vitória' do Hamas".Além disso, pediu "ao mundo" para atuar com seriedade na perseguição dos líderes israelenses que tenham cometido crimes de guerra e pediu aos palestinos que combatam as acusações de Israel com uma guerra informativa na imprensa.O Hamas foi a principal fonte sobre as vítimas durante a ofensiva israelense em Gaza e Israel o acusa de usar os civis como "escudos humanos" para sensibilizar a comunidade internacional.

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