No Iraque, Ahmadinejad diz que EUA precisam sair da região

O presidente do Irã, MahmoudAhmadinejad, usou sua visita a Bagdá na segunda-feira paradizer aos EUA que saíssem do Iraque e da região, argumentandoque a presença dos norte-americanos provocava apenas destruiçãoe conflitos. "O Iraque, ao longo de toda a sua história, tem lutadocontra os estrangeiros e os invasores", afirmou Ahmadinejad emuma entrevista coletiva concedida no segundo dia de sua visitaoficial ao país vizinho, a primeira realizada por um líderiraniano desde que o Irã e o Iraque travaram uma guerra de oitoanos, na década de 80. Durante a estadia dele de dois dias, os dois paísesassinaram vários acordos sobre a alfândega, sobre o transporteentre fronteiras e sobre o aprofundamento da cooperação nosetor industrial, sublinhando assim as novas relações deproximidade hoje existentes entre os antigos arqui-rivais. "Acreditamos que as potências que vieram de fora, viajandomilhares de quilômetros, acreditamos que essas potênciasdeveriam sair da região e entregar a responsabilidade pelosassuntos da região ao povo e aos governos da região", disseAhmadinejad, segundo uma tradução de suas declarações. "A potência que veio de longe tem de permitir que os paísesda região cuidem de seus assuntos. Essa potência estrangeiranão pode interferir nos assuntos dos Estados da região porqueesses governos e esses Estados são capazes de tratar de seuspróprios assuntos." Por várias vezes, Ahmadinejad conclamou os EUA,tradicionais inimigos do Irã, a retirarem seus mais de 150 milsoldados do Iraque, afirmando que essa presença desencadeia osatos de violência sectária responsáveis por matar dezenas demilhares de iraquianos. O governo norte-americano acusa os iranianos de alimentar aviolência e minar o governo de Bagdá ao armar, treinar ecustear milícias xiitas presentes no Iraque, uma acusação que oIrã rebate. Os dois países também se enfrentam devido aoprograma nuclear iraniano.

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