No mundo islâmico, multidões protestam contra Israel

Milhares de manifestantes foram às ruas contra ataques e para acusar Israel e os Estados Unidos

Associated Press,

28 de dezembro de 2008 | 13h02

Multidões compostas por milhares foram às ruas das cidades do Oriente Médio neste domingo, 28, para protestar contra o ataque aéreo de Israel a instalações do grupo extremista Hamas da Faixa de Gaza.   Veja também: Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' Ministros árabes se reúnem na 4ª para discutir ataques a Gaza ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques       Do Líbano ao Irã, os inimigos de Israel usaram a ofensiva para levar multidões às ruas em manifestações ruidosas. E entre os aliados regionais do Ocidente, também houve manifestações de desagrado: o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, referiu-se ao ataque aéreo como um "crime contra a humanidade".   Diversos dos protestos deste domingo degeneraram em violência. Um grupo de manifestantes na cidade iraquiana de Mossul se tornou vítima de um ciclista-bomba.   No Líbano, a polícia usou gás lacrimogêneo para impedir que dezenas de manifestantes chegassem à Embaixada do Egito. Alguns membros da multidão atiraram pedras contra o prédio. Não está claro se alguém se feriu.   O Egito vem sendo criticado por não se esforçar o bastante para levar ajuda humanitária a Gaza, região com a qual mantém fronteira.   Mais cedo, na capital libanesa, um representante do Hamas levantou uma multidão de mil pessoas com bandeiras do Líbano e da Palestina, prometendo vitória e descartando rendição. Seu discurso arrancou gritos de "Morte a Israel" do público.   Na capital da Síria, mais de 5 mil pessoas fizeram passeata até a praça Youssef al-Azmeh, no centro de Damasco, onde queimaram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos. na capital da Jordânia, Amã, cerca de 5 mil advogados foram ao Parlamento para exigir a expulsão do embaixador israelense. "Não à paz, sim ao rifle", repetiam. 

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