Nova carga de armas químicas é retirada da Síria, dizem inspetores

Mais armas químicas sírias foram carregadas em navios e transferidas para fora da Síria nesta segunda-feira, afirmou uma missão conjunta de inspeção liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a agência responsável pelo controle mundial de armamentos químicos.

Reuters

27 de janeiro de 2014 | 19h40

Os componentes de armas químicas serão provavelmente destruídos a bordo de um navio especialmente equipado dos Estados Unidos.

A decisão tomada em setembro pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, de desistir das armas químicas ajudou a evitar possíveis ataques aéreos dos EUA contra posições do governo em retaliação a um ataque de gás venenoso perto de Damasco, em agosto, que matou centenas de pessoas, principalmente mulheres e crianças.

"Hoje, mais uma remessa de materiais de armas químicas deixou a República Árabe Síria", afirmou uma missão conjunta da ONU e da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) em comunicado.

O comunicado não deu mais detalhes sobre o envio.

A Síria concordou em desmantelar todo o seu programa de armas químicas até 30 de junho sob um acordo proposto pela Rússia e os Estados Unidos que se tornou juridicamente obrigatório com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Já se passaram quase três semanas desde que o primeiro carregamento de produtos químicos chegou ao porto de Latakia, no norte, em 7 de janeiro, e foi transferido para uma embarcação dinamarquesa. O plano é que o navio retorne para carregar mais remessas de agentes químicos de prioridade A conforme chegam ao porto, até que a embarcação esteja completamente carregada.

Os produtos químicos mais perigosos da Síria - incluindo componentes para produzir o agente nervoso VX e gás sarin, conhecidos como químicos prioridade A - devem ser removidos da Síria em primeiro lugar, disseram diplomatas da ONU.

"Os materiais químicos foram verificados pelo pessoal da Missão Conjunta antes de serem carregados em navios dinamarqueses e noruegueses em Latakia para posterior transporte", disse. "Os navios foram acompanhados por uma escolta naval fornecida por... China, Dinamarca, Noruega e Federação Russa."

Apesar do anúncio de um segundo carregamento, há preocupações sobre o ritmo lento da destruição do arsenal químico da Síria.

"A Missão Conjunta aguarda com expectativa que a República Árabe Síria continue se esforçando para concluir a remoção de suas armas químicas de uma maneira segura e em tempo oportuno", disse o comunicado da ONU-Opaq.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

Tudo o que sabemos sobre:
SIRIAONUARMAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.