Novas explosões atingem campo de refugiados no Líbano

Após Exército libanês declarar vitória em Nahr el-Bared, insurgentes abrem fogo contra soldados

Efe e Associated Press,

03 de setembro de 2007 | 10h25

Um dia depois de o Exército libanês ter declarado vitória nos combates a um grupo extremista entrincheirado em um campo de refugiados palestinos no norte do país, novos disparos e explosões ocorreram no local. O Exército atacou o campo com peças de artilharia e interditou uma avenida adjacente ao campo de refugiados de Nahr el-Bared depois de novos disparos terem sido ouvidos. Motoristas abandonaram carros no meio da rua. A emissora de televisão Lebanese Broadcasting Corp. noticiou que dois ou três homens armados abriram fogo e lançaram uma granada, ferindo dois soldados. Os militares então teriam disparado na direção de onde teria vindo o ataque. O cerco a Nahr el-Bared, iniciado em 20 de maio, foi o pior episódio de violência interna desde a guerra civil libanesa, encerrada em 1990. Ao todo, mais de 150 militares libaneses, 20 civis e um número desconhecido de rebeldes ligados ao grupo extremista Fatah Islam morreram nos choques.Militantes mortosMais cedo, soldados libaneses vasculhavam os destroços do campo de refugiados, situado nos arredores de Trípoli, em busca de combatentes do Fatah Islam. O corpo do líder do grupo, Shaker al-Absi, foi identificado por sua esposa em um hospital de Trípoli, disse Nasser Adra, diretor da instituição de saúde. A mulher, coberta com um véu islâmico, identificou o corpo apesar de uma parte do rosto ter ficado desfigurada. Dois militantes também reconheceram o corpo de Al-Absi. Entretanto, Adra disse à Associated Press que não poderia confirmar a identidade oficialmente porque ainda é preciso realizar um exame de DNA no cadáver. O porta-voz do grupo radical sunita Fatah al-Islam, Abu Salim Taha, morreu nesta segunda enquanto tentava se esconder na entrada norte de Nahr al-Bared, revelou uma fonte militar libanesa.Segundo a emissora "Rádio Líbano", o Exército anunciará oficialmente as mortes do dois combatentes após fazer exames de DNA nos cadáveres. As autoridades ainda estão tentando reconhecer no hospital geral de Trípoli mais milicianos mortos.

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