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Novas sanções contra o Irã chegam ao Conselho de Segurança

Entre elas há uma que proíbe viagens de funcionários envolvidos nos programas nuclear e balístico do país

Efe,

22 de fevereiro de 2008 | 01h20

A França, o Reino Unido e a Alemanha apresentaram nesta quinta-feira, 21, ao plenário do Conselho de Segurança da ONU a minuta da resolução que impõe uma terceira rodada de sanções contra o Irã por sua recusa em parar com o enriquecimento de urânio. O anúncio foi feito pelos embaixadores do Reino Unido, John Sawers, e da França, Jean Maurice Ripert. Sawers indicou que a intenção é iniciar imediatamente as negociações formais com os outros membros do Conselho para aprovar a resolução já "na semana que vem". O documento de seis páginas contém pequenas mudanças a respeito da versão aprovada no mês passado em Viena pelos ministros de Relações Exteriores dos cinco membros permanentes do órgão (China, Rússia, EUA, Reino Unido e França) e Alemanha. Entre as sanções que inclui a resolução está uma proibição de viagem aos funcionários envolvidos nos programas nuclear e balístico do Irã. O país também será vedado de vender uma lista de materiais e tecnologias que podem utilizar o programa nuclear. Nesse sentido, foi decidido ainda registrar toda carga de companhias aéreas e marítimas iranianas suspeitas de conter materiais proibidos pela resolução. O texto também pede que se "vigie" a concessão de instrumentos financeiros ao Irã e as atividades com instituições bancárias iranianas, como os bancos Melli e Saderat, para que não contribuam com a "proliferação de atividades nucleares". Já o Irã insiste que seu programa tem fins estritamente pacíficos e seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, garantiu na quarta-feira que assim será declarado no relatório que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apresentará na sexta-feira. Sawers e Ripert reconheceram que alguns integrantes do Conselho preferem esperar para conhecer o conteúdo desse relatório antes de considerar a imposição de uma nova rodada de sanções. No entanto, lembraram que o objeto do relatório da AIEA é sanar as dúvidas que ficaram pendentes sobre atividades nucleares iranianas anteriores e não inclui referências ao enriquecimento de urânio. Caso seja adotada, essa seria a terceira rodada de sanções desde 2006 contra o Teerã por se recusar a obedecer a exigência do Conselho de Segurança de parar o enriquecimento de urânio, uma matéria que pode ter um duplo uso, militar e civil. A resolução apresentada enfatiza "a vontade" de seus autores de retomar as negociações diplomáticas com Governo de Teerã para chegar a um compromisso que assegure o caráter pacífico das atividades iranianas.

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