Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Novas sanções da ONU serão 'custosas' para Ocidente, diz Irã

O Irã avisou as potências ocidentais nodomingo que elas seriam as mais prejudicadas caso aprovem, viaOrganização das Nações Unidas (ONU), novas sanções contra opaís islâmico. O governo iraniano não conseguiu convencer as potênciasmundiais de que seu programa nuclear possui fins meramentepacíficos. A Grã-Bretanha e a França disseram ter esperanças deque o Conselho de Segurança da ONU vote nesta semana sobre umaterceira rodada de sanções. "Algumas potências ocidentais estão optando pelo caminhoerrado e estão aprovando resoluções contra o Irã que serãocustosas para elas", afirmou Javad Vaeedi, vice-chefe denegociações do Irã para o setor nuclear. As declarações deVaeedi, que não deu maiores detalhes, foram divulgadas pelaagência de notícias oficial do Irã, a Irna. O Conselho de Segurança exige que o país suspenda seuprograma de enriquecimento de urânio, a porção das atividadesnucleares do Irã que mais preocupa as potências ocidentais. O urânio enriquecido pode ser usado como combustível parausinas atômicas e, potencialmente, para a fabricação de bombas.O Irã recusa-se a cumprir a exigência. O governo iraniano afirma estar buscando dominar atecnologia nuclear a fim de fabricar combustível para uma redede usinas nucleares que pretende construir. Agindo assim, opaís conseguiria exportar uma parte maior de suas grandesreservas de petróleo e gás natural. O Irã repetiu várias vezes que continuará com suasatividades nucleares. "O Irã adotará as medidas que julgar necessárias pararesponder ao próximo passo do Ocidente", afirmou Vaeedi. Depois de os EUA e outras potências terem dito quepressionariam pela adoção de novas sanções, o presidenteiraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse no sábado que o Irã nãoseria prejudicado caso sofra outras medidas do tipo. 'PRETEXTO' Segundo Vaeedi, o terceiro pacote de sanções discutido naONU tinha "motivações políticas". "A questão nuclear do Irã serve apenas como um pretexto. OOcidente deseja afirmar ao Irã que o programa nuclear tem seuscustos", disse Vaeedi. O país já avisou muitas vezes que pode rever suacolaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica(AIEA) caso seja pressionado demais. Em seu último relatório, publicado na sexta-feira, a AIEAdisse que o Irã havia respondido a várias perguntas eesclarecido vários assuntos levantados no contexto de um planode trabalho de agosto. Só não houve respostas satisfatórias a respeito de supostosestudos para o eventual uso de material nuclear na fabricaçãode armas. Ahmadinejad e outras autoridades iranianas saudaram orelatório da AIEA, descrevendo-o como uma "vitória" para anação iraniana. A AIEA afirmou ter confrontado o Irã, pela primeira vez,com relatórios de serviços secretos do Ocidente a respeito deoperações relacionadas com a fabricação de bombas atômicas,acrescentando que o governo iraniano não forneceu respostassatisfatórias. Ali Hosseini, porta-voz do Ministério das RelaçõesExteriores do Irã, acusou os EUA de enviar informações falsasde forma excessivamente tardia, impossibilitando uma resposta. No governo iraniano, dominado por clérigos muçulmanos, apalavra final sobre a política nuclear é dada pelo lídersupremo do país, aiatolá Ali Khamenei, que também já disse queo Irã não abandonará seu programa atômico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.