Novo chanceler iraniano adota tom ameno em relação à Europa

O chanceler interino do Irã, Ali Akbar Salehi, pediu neste sábado uma "interação positiva" com a União Europeia, num afastamento da retórica normalmente hostil de Teerã ao Ocidente.

HASHEM KALANTARI, REUTERS

18 de dezembro de 2010 | 15h40

Salehi também comentou a necessidade de cooperação com a Arábia Saudita --cujos temores em relação ao programa nuclear iraniano foram destacados em documentos confidenciais norte-americanos divulgados pelo site WikiLeaks no mês passado.

"O Irã e a Arábia Saudita são dois países influentes da região e no mundo islâmico e, cooperando juntos, eles podem resolver os problemas da região", disse ele em seu discurso de posse.

Ele não comentou as relações com os Estados Unidos, país frequentemente citado no Irã como o "Grande Satã", ou com Israel, que Teerã se recusa a reconhecer.

Mas o ministro pareceu estar amenizando o tom em relação à União Europeia, que enfureceu a República Islâmica no início deste ano ao impor novas sanções devido ao seu programa nuclear.

"Apesar do comportamento ilógico, sem fundamentos e injusto da UE, membros da UE continuam em busca de relações adequadas com o Irã por uma série de razões, incluindo a questão de energia", disse Salehi, segundo a emissora estatal Irib.

"Se a UE transformar rapidamente seu estilo de confronto em uma interação positiva, será do interesse de ambas as partes".

Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, foi nomeado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad para substituir Manouchehr Mottaki, demitido inesperadamente na segunda-feira.

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