Novo chefe do judiciário do Irã manda investigar tortura

Indicação de aiatolá busca balancear divisão de forças conservadoras dentro do governo do país

Reuters,

17 de agosto de 2009 | 12h13

O novo chefe do judiciário do Irã, Sadeq Larijani, tomou posse nesta segunda-feira, 17 e sugeriu que agentes acusados de tortura durante a repressão às manifestações contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad podem ser processados.

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"Ninguém deve se atrever a violar os direitos dos cidadãos. Anuncio que não perdoarei ninguém e estes violadores serão levados a julgamento", disse Larijani, que foi indicado ao posto pelo aiatolá Ali Khamenei.

A nomeação pode sugerir que o líder supremo da teocracia xiita está procurando balancear o poder das facções conservadoras do governo. Larijani é irmão do presidente do Parlamento, Ali Larijani, inimigo político do presidente.

A indicação acontece em meio a denúncia de tortura nas prisões durante a repressão aos protestos contrários à reeleição de Ahmadinejad. De acordo com a oposição, ao menos 69 pessoas morreram, algumas dela nas prisões.

Alguns membros da situação conservadora também denunciaram os abusos. Ali Larijani, por exemplo, ordenou uma investigação parlamentar nas condições prisionais do país.

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