Novo premiê do Iraque pede união de políticos para fortalecer o país

Haider al-Abadi alertou que o caminho pela frente será difícil

O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2014 | 08h59

BAGDÁ - O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, fez um apelo a seus compatriotas pedindo união para enfrentar desafios e alertou que o caminho pela frente será difícil. Em sua página no Facebook, Abadi disse que não faria promessas irreais, mas encorajou os iraquianos a trabalhar juntos para fortalecer o país, que enfrenta uma guerra civil sectária.

Na quinta-feira, Nouri al-Maliki anunciou a saída do governo, abrindo caminho para Abadi assumir. A decisão de Maliki ocorreu após um encontro entre membros do seu partido, o Dawa.

Abadi recebeu aval dos Estados Unidos e do Irã nessa semana após pedir que líderes políticos acabem com as brigas que permitiram que militantes islâmicos tomassem um terço do território iraquiano. 

A máxima autoridade religiosa xiita, Ali al-Sistani, também pediu nesta sexta que os políticos trabalhem juntos para resolver os problemas políticos e de segurança. O líder disse que é preciso criar um ambiente positivo para a formação do novo governo.

No sermão das sextas-feiras na cidade de Karbala, a 110 quilômetros de Bagdá, Ahmed al-Safi, representante de Sistani, defendeu o "cumprimento dos requisitos constitucionais estabelecidos" e um acordo nacional, aceito regional e internacionalmente.

O líder xiita exigiu uma postura diferente para salvar o país dos perigos do "terrorismo, da guerra civil e da divisão nacional" e pediu ao parlamento e ao governo que acelerem a implantação de seus planos para abordar a questão dos deslocados. / EFE e REUTERS

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