Novos assentamentos irão minar conversas, diz negociador palestino

Palestinos irão se retirar de negociações diretas anunciadas hoje se construções continuarem

REUTERS

20 de agosto de 2010 | 18h42

RAMALLAH- O principal negociador palestino para o conflito no Oriente Médio, Saeb Erekat, afirmou nesta sexta-feira, 20, que os palestinos abandonarãoo início de negociações diretas anunciado hoje pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se o governo de Israel iniciar novas construções de assentamentos.

 

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Segundo Erekat, qualquer construção israelense em terras que os palestinos desejam para seu futuro Estado fará com que eles desistam das conversas que os Estados Unidos pretendem mediar.

 

"Se o governo israelense decidir anunciar novos assentamentos em 27 de setembro, então nós não continuaremos as conversas", disse o negociador após uma reunião com o comitê executivo da Organização da Libertação da Palestina (OLP).

 

Erekat se referiu à data na qual uma moratória de 10 meses para a construção de assentamentos judeus em West Bank irá acabar.

 

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão congeladas há 19 meses, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas indiretas, mas nenhum progresso tenha sido feito até agora.

 A liderança palestina anunciou nesta sexta-feira que aceita um convite dos EUA para negociações diretas com Israel, o que não ocorre desde o final de 2008.

Yasser Abed Rabbo, dirigente da Organização para a Libertação da Palestina, disse que Israel poderá colocar em risco as negociações se não parar completamente a ampliação de assentamentos judaicos em territórios reivindicados pelos palestinos.

Israel já havia aceitado na sexta-feira o convite de Washington para uma negociação direta a partir de 2 de setembro, entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

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