Novos incentivos ou sanções ao Irã são improváveis, diz Rice

Os Estados Unidos vão considerartanto incentivos como sanções para convencer o Irã a frear seuprograma nuclear, mas grandes mudanças são improváveis agora,disse a Secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice,nesta sexta-feira. "Nós iremos sempre continuar a renovar ambos os caminhos,mas não acho que agora seja a hora para esperar grandesmudanças", disse Rice a jornalistas. "Acabamos de aprovar uma resolução do Conselho de Segurançada ONU (impondo sanções adicionais) e veremos como Irã iráresponder", acrescentou em uma coletiva de imprensa com oministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. Autoridades das grandes potências mundiais que negociam como Irã --Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra, Rússia eChina-- se encontrarão em 16 de abril em Xangai para discutirquais serão as próximas medidas contra o Irã. A China e a Rússia pressionam por maiores incentivos paraque o Irã abandone o trabalho nuclear delicado que o Ocidenteacredita estar focado na fabricação de bombas nucleares e queTeerã diz ser focada no aumento da capacidade de produção daenergia. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou trêsrodadas de sanções limitadas contra o Irã, que recentementeafirmou que está instalando 6.000 centrífugas para enriquecerurânio, material que se altamente refinado pode ser usado parafazer armas nucleares. Rice afirmou que não podia verificar "de um jeito ou deoutro" o que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad dissenesta semana sobre aparentes avanços no programa nuclear deTeerã. Entretanto, a secretária de Estado dos EUA afirmou queseria melhor se a agência de inspeção de energia nuclear dasNações Unidas tivesse mais acesso aos programas do Irã para quefosse verificado o que está acontecendo. Steinmeier disse que as grandes potências mantêm uma"frente unida" nas negociações com o Irã, acrescentando que asnações européias consideram sanções complementares depois daúltima resolução do Conselho de Segurança da ONU.(Reportagem de Sue Pleming e Arshad Mohammed)

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