Número 2 da Al-Qaeda critica Obama não citar Gaza na posse

Ayman al-Zawahiri afirma que o presidente americano agiu 'como se nada tivesse acontecido' durante discurso

Efe,

04 de fevereiro de 2009 | 08h19

Ayman al-Zawahiri, o número dois da organização terrorista Al-Qaeda, criticou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por não ter mencionado a situação na Faixa de Gaza durante seu discurso de posse, em janeiro passado. "Parece que a preocupação de Obama (com as vítimas em Gaza) não durou muito e, em seu discurso inaugural, não usou uma só palavra para se referir ao que estava ocorrendo em Gaza, como se nada tivesse acontecido", disse Zawahiri, em uma gravação divulgada na noite de terça-feira, 3, por um site utilizado por vários grupos islâmicos radicais e terroristas. Em uma gravação de 17 minutos que não tem data e cuja autoria não pôde ser verificada, o dirigente da Al-Qaeda diz, dirigindo-se a Obama: "estamos muito agradecidos por sua preocupação que chegou acompanhada de milhares de bombas, extremidades de crianças e fósforo branco". Em seu discurso, Zawahiri descreveu a campanha militar israelense contra Gaza como "uma parte da cruzada sionista contra os muçulmanos e o Islã" dirigida pelos EUA. O dirigente da Al-Qaeda, de origem egípcia, pediu também que os povos árabes a se levantar contra seus líderes, aos quais qualificou de traidores que colaboraram com os inimigos do Islã no conflito em Gaza. "A traição dos regimes árabes deixou Gaza sangrando sozinha. Esses regimes colaboraram no bloqueio e no estrangulamento de Gaza", disse Zawahiri, que fez insistiu em que os Estados árabes estavam envolvidos em uma conspiração para voltar a colocar à frente da Faixa de Gaza o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A Faixa de Gaza é objeto de um bloqueio israelense desde junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle deste território palestino após vários dias de enfrentamentos armados com os nacionalistas do Fatah, liderados por Abbas. O dirigente da Al-Qaeda, de nacionalidade egípcia, citou o Egito, país ao qual acusou de não permitir que os palestinos de Gaza atravessassem a fronteira enquanto eram "esmagados pelos tanques israelenses".

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