Número de civis mortos sobe 31% no Afeganistão, diz ONU

O número de vítimas entre os civis no conflito no Afeganistão subiu 31 por cento na primeira metade de 2010, informou nesta terça-feira a missão da Organização das Nações Unidas no país. O aumento da cifra é muito maior do que o estimado por uma entidade independente afegã de defesa dos direitos humanos.

ANDREW HAMMOND, REUTERS

10 de agosto de 2010 | 09h00

A missão da ONU no Afeganistão afirmou em seu relatório de meio de ano que 1.271 civis foram mortos em incidentes relacionados ao conflito nos primeiros seis meses de 2010 e os insurgentes estão por trás de maioria dos casos.

"Nós estamos muito preocupados com o futuro porque o custo humano do conflito está sendo pago pesadamente pelos civis afegãos e este é o motivo pelo qual este relatório é um chamado de alerta", disse em uma coletiva de imprensa Staffan de Mistura, representante especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon. Houve no total 3.268 vítimas civis no período, com 1.997 feridos, disse ele.

Em 2009, subiu 55 por cento o número de mortes e feridos civis atribuídos aos insurgentes, diz o relatório. O uso de aparatos explosivos mais sofisticados em todo o país e o aumento de 95 por cento nos assassinatos provavelmente vão fazer com que as pessoas comuns tenham medo de cooperar, afirmou Mistura.

"As mulheres e crianças afegãs estão cada vez mais arcando com a pior parte do conflito", disse ele. "Elas estão sendo mortas e feridas em suas casas e comunidades em números maiores do que jamais visto antes."

O Taliban e outros insurgentes, qualificados de modo geral no relatório da ONU como "elementos antigovernamentais" foram responsáveis por 76 por cento das mortes, ou 2.477 pessoas.

Segundo o documento, houve 386 vítimas atribuídas a "forças pró-governamentais", representando 12 por cento do total, uma queda em relação ao ano anterior, quando eram 30 por cento. O motivo principal apontado para essa queda foi a diminuição de 64 por cento no número de ataques aéreos em relação ao ano anterior..

(Reportagem de Andrew Hammond)

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