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Número de colonos judeus na Cisjordânia ultrapassa 300 mil

Enviado especial dos Estados Unidos está em Israel para pressionar pelo congelamento dos assentamentos

Associated Press,

27 de julho de 2009 | 12h49

O número de colonos israelenses na Cisjordânia superou 300 mil, informou nesta segunda-feira, 27, o jornal israelense Haaretz Daily, durante a visita do enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, ao país para pressionar pelo congelamento dos assentamentos.

 

Mitchel se encontrará com o presidente de Israel, Shimon Peres, nesta segunda-feira, e com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na terça-feira, 28, como parte de uma visita dedicada a resolver as diferenças entre os dois países aliados.

 

Citando estatísticas do exército, o Haaretz informou que o número de colonos israelenses na Cisjordânia é atualmente de 304.569 e cresceu 2,3% desde janeiro. O porta-voz Guy Inbar disse que o exército não comentará a reportagem, que segundo ele se baseou em um documento vazado.

 

De acordo com o Escritório Central de Estatísticas de Israel, havia 289.600 colonos na Cisjordânia no final de 2008. O número de colonos mais que dobrou desde o meio da década de 90 na Cisjordânia, onde moram aproximadamente 2,5 milhões de palestinos. Cerca de 8 mil colonos israelenses da Faixa de Gaza foram retirados pelo governo de Israel em 2005.

 

Para contribuir com a retomada do diálogo de paz, os Estados Unidos têm pressionado Israel a suspender as construções em assentamentos no território reivindicado pelos palestinos para um futuro Estado. Porém Israel insiste que algumas construções devem continuar para permitir o "crescimento natural" da população assentada.

 

Os assentamentos são considerados pela comunidade internacional um obstáculo para o tratado de paz, e os palestinos dizem que não retomarão o diálogo enquanto as construções continuarem.

 

Acidente

 

Na Faixa de Gaza, quatro palestinos morreram na madrugada desta segunda-feira quando um túnel de contrabando entre a Faixa de Gaza e o Egito cedeu, segundo o ministro de Saúde de Gaza, Moaiya Hassanain. O território de Gaza, controlado pelo Hamas, está sujeito a um bloqueio de Israel e do Egito, e diversas mercadorias são trazidas por túneis subterrâneos, nos quais colapsos são comuns.

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