Número de mortos no pior atentado no Iraque volta a subir

Autoridades locais dão conta de pelo menos 500 mortos; Exército americano classifica ataque como 'genocídio'

Agências internacionais,

16 de agosto de 2007 | 09h31

O número de mortos no pior ataque suicida no Iraque desde 2003 foi revisto nesta quinta-feira, 16, e voltou a crescer, segundo informaram autoridades de Nínive, província ao norte do Iraque onde, na última terça, quatro ataques simultâneos com caminhões bomba vitimaram pelo menos 500 pessoas.   Ainda na terça, logo após os ataques, uma contagem parcial do Exército iraquiano e da polícia de Mosul registrou 260 mortes e 320 feridos no atentado, cuja autoria é atribuída à rede terrorista Al-Qaeda.   Diversos veículos de comunicação ao redor do mundo noticiaram o ataque, mas divergiram no número de mortos. Os americanos The New York Times e Washington Post e os britânicos BBC e The Guardian mantêm a contagem em pelo menos 250. Já a agência de notícias americana Associated Press anuncia nesta quinta o total de 400 mortos, segundo uma declaração do Ministério do Interior.   Segundo dados do ministério, foram utilizadas 2 toneladas de explosivos nos quatro ataques. O Exército dos EUA responsabilizou a Al-Qaeda no Iraque pelo "ato de limpeza étnica". As vítimas pertenciam a uma pequena seita curda - conhecida como yazidi - que às vezes é alvo de ataques por parte de extremistas islâmicos que os consideram "infiéis".   "Foi um ato de limpeza étnica, quase um genocídio, quando você considera o fato de que existia muito pouca segurança nessa parte remota da província de Nínive, e realmente não havia a necessidade de segurança até esse momento", comentou o major-general Benjamin Mixon, o comandante militar das forças dos EUA no norte do Iraque.   As ações suicidas de terça representam o ataque mais mortífero perpetrado no Iraque desde o início da guerra, superando o de 23 de novembro do ano passado, quando 215 pessoas morreram em disparos de morteiro e explosões de carros-bomba em Cidade Sadr, uma área predominantemente xiita de Bagdá.

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